Supervigas de 50 toneladas causam bloqueio no trânsito de Curitiba em operação inédita

🕓 Última atualização em: 11/06/2026 às 16:05

Uma fase crucial para a construção do viaduto na divisa entre Curitiba e Pinhais foi iniciada com o transporte de supervigas, componentes essenciais da estrutura. A complexa operação logística, que teve início na última segunda-feira (15), exige interdições temporárias no trânsito em bairros como Capão da Imbuia e Bairro Alto, impactando a mobilidade local.

O transporte das vigas, que se assemelham à “coluna vertebral” do futuro viaduto, ocorre em um trecho de 900 metros. Cada peça é levada individualmente do canteiro de obras até o local de instalação na Avenida Victor Ferreira do Amaral.

O peso destas estruturas é notável: 40 vigas pesam cerca de 40 toneladas cada, enquanto dez peças maiores atingem 85 toneladas. O peso total das 50 vigas ultrapassa 2.450 toneladas, equivalente ao de aproximadamente 1.750 carros populares, evidenciando a magnitude do empreendimento.

Ao chegarem ao destino, guindastes de alta capacidade são empregados para posicionar as vigas sobre os pilares e blocos de apoio, etapa que demanda precisão e controle rigoroso para garantir a segurança.

Implicações e Planejamento da Mobilidade Urbana

Para viabilizar esta fase, interdições totais estão em vigor na Avenida Victor Ferreira do Amaral, no sentido Curitiba-Pinhais, e interrupções temporárias ocorrem na Rua Paulo Kissula. As restrições, que iniciam pela manhã e se estendem até o fim da tarde, quando possível, contam com sinalização adequada e o acompanhamento de agentes da Superintendência de Trânsito (Setran).

A comunicação com a população tem sido intensificada, com divulgação em canais oficiais e ações porta a porta em áreas residenciais e comerciais. O objetivo é informar moradores e comerciantes sobre os horários das intervenções, desvios e rotas alternativas, minimizando os transtornos diários.

As linhas de transporte coletivo metropolitano também sofrem alterações em seus trajetos para se adequar às novas condições viárias durante o período de transporte das vigas.

A dimensão das vigas exige que o veículo transportador ocupe toda a pista, e em certos trechos, pode trafegar na contramão. A segurança dos pedestres é prioridade, com a proibição de circulação na área de içamento das vigas.

A operação logística é resultado de um planejamento minucioso, envolvendo diversas secretarias municipais e a concessionária de energia elétrica. A Copel, por exemplo, realizou o desligamento temporário de redes de alta tensão na área da obra, garantindo o fornecimento de energia aos consumidores através de sistemas alternativos.

“O transporte e lançamento das vigas é uma das etapas mais complexas da obra e exige planejamento minucioso e integrado entre diversas equipes de engenharia, trânsito, energia e operação para garantir segurança e minimizar impactos à população”, explica o secretário municipal de Obras Públicas, Luiz Fernando Jamur.

A expectativa é que esta etapa de transporte e instalação das vigas dure cerca de 15 dias, podendo variar conforme as condições climáticas. A colaboração e compreensão da população são fundamentais para o avanço deste projeto.

Impactos e Benefícios da Nova Infraestrutura

O viaduto Curitiba-Pinhais faz parte do projeto Novo Inter 2, que visa ampliar a capacidade viária e melhorar a fluidez do trânsito entre os dois municípios. A nova estrutura, com 155 metros de comprimento e 25,03 metros de largura, oferecerá três faixas de rolamento em cada sentido.

Além do viaduto principal, o projeto inclui a construção de duas pontes sobre o Rio Atuba, uma nova rotatória e a requalificação de vias marginais, calçadas e iluminação pública. Estas intervenções visam aprimorar a segurança e a eficiência do transporte coletivo e individual na região.

O investimento na obra integra o PRO Curitiba, um programa de R$ 6 bilhões voltado para obras estruturantes e sustentáveis, com o objetivo de modernizar a cidade e prepará-la para o futuro. O Novo Inter 2 representa um dos maiores investimentos em mobilidade urbana em Curitiba.

A conclusão do viaduto e das obras complementares trará benefícios significativos para a mobilidade urbana, promovendo maior conforto para os usuários e melhores condições de circulação para motoristas, ciclistas e pedestres que utilizam este importante corredor viário diariamente.

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