A cidade de Curitiba iniciou neste sábado (28) a sua Campanha de Vacinação contra a Gripe com um Dia D focado em aplicar doses em grupos prioritários. Ao todo, foram distribuídas 15.831 vacinas contra a influenza, além de 5.129 doses de outros imunizantes de rotina. A mobilização ocorreu em 19 unidades de saúde e em nove pontos de drive-thru, facilitando o acesso para a população.
A iniciativa visa proteger os cidadãos contra os vírus influenza, especialmente diante do aumento de casos respiratórios nesta época do ano. A meta é alcançar um número expressivo de vacinados dentro das faixas etárias e condições de saúde consideradas mais vulneráveis.
A vacina contra a gripe, oferecida gratuitamente pelo SUS, é do tipo trivalente. Ela confere proteção contra as cepas mais comuns da doença circulante: Influenza A H1N1, Influenza A H3N2 e Influenza B. A imunização é considerada a principal ferramenta de prevenção, reduzindo significativamente o risco de complicações, hospitalizações e até mesmo óbitos relacionados à doença.
Em Curitiba, a campanha se estenderá até o dia 30 de maio, abrangendo uma ampla gama de cidadãos. A secretaria municipal de Saúde enfatiza a importância da adesão, lembrando que a vacinação é um ato de saúde pública e responsabilidade individual.
As autoridades de saúde alertam que, apesar da vacinação, medidas de higiene e prevenção continuam sendo fundamentais. Recomenda-se o uso de máscaras em caso de sintomas gripais, a higienização frequente das mãos e a manutenção de ambientes bem ventilados para minimizar a disseminação de vírus respiratórios.
Ampliação do público e logística da campanha
A partir desta segunda-feira (3), a disponibilização da vacina contra a gripe será ampliada para todas as 109 unidades de saúde da rede municipal. O objetivo é garantir o acesso contínuo aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.
Nesta primeira fase, a convocação abrange cerca de 463.607 pessoas em Curitiba. Entre os elegíveis estão idosos com 60 anos ou mais, crianças na faixa etária de seis meses a cinco anos incompletos e gestantes. Estas são consideradas as populações com maior risco de desenvolver quadros graves da gripe.
A logística adotada, como os pontos de drive-thru, demonstrou ser eficaz em agilizar o processo e oferecer mais conforto, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida. A aposentada Ovídia Delnero Almeida Prado, de 92 anos, exemplificou essa facilidade ao ser vacinada sem sair do veículo, ressaltando anos de adesão à vacinação.
A capital paranaense recebeu inicialmente 50 mil doses da vacina, com a expectativa de recebimento semanal para garantir o abastecimento durante todo o período da campanha. Informações sobre horários de funcionamento das unidades e endereços podem ser acessadas no portal Imuniza Já Curitiba.
A vacina é contraindicada apenas para indivíduos com histórico de reação anafilática grave a doses anteriores e para bebês com menos de seis meses de idade. É necessário apresentar documento de identificação e, se aplicável, comprovante de pertencimento a algum grupo prioritário especial.
A importância da vacinação contínua e a proteção coletiva
A secretária municipal de Saúde, Tatiane Filipak, destacou que 75% dos 51 óbitos registrados por influenza no ano anterior em Curitiba foram de pessoas não vacinadas, um dado alarmante que reforça a eficácia e a necessidade da imunização.
A campanha deste ano busca reverter esse quadro e proteger um universo estimado de 700.800 pessoas, somando os grupos prioritários de rotina e os especiais. Estes incluem puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, portadores de doenças crônicas, pessoas com deficiência, professores, profissionais de saúde, das forças de segurança, militares, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo, portuários, carteiros, detentos, funcionários do sistema prisional, além de adolescentes e jovens em medidas socioeducativas.
A participação ativa de todos os cidadãos elegíveis na campanha de vacinação não apenas garante a proteção individual, mas também contribui para a construção da imunidade de rebanho. Este conceito científico refere-se à proteção indireta contra doenças infecciosas que ocorre quando uma porcentagem suficientemente grande de uma população se torna imune, seja por vacinação ou por infecção prévia.
Ao aumentar o número de pessoas vacinadas, diminui-se a circulação do vírus, protegendo assim aqueles que, por alguma razão médica, não podem ser vacinados ou que não desenvolvem uma resposta imune completa. Portanto, a vacinação transcende o benefício pessoal, configurando-se como um ato de solidariedade e responsabilidade social.






