O Paraná vivencia uma transição climática significativa após a passagem de um intenso ciclone extratropical, que trouxe consigo fortes chuvas e ventos de até 100 km/h. A expectativa agora é por uma diminuição na intensidade das precipitações, que se tornarão mais esparsas e menos severas no território estadual. Pancadas de chuva isoladas, acompanhadas de trovoadas, ainda podem ocorrer, mas com menor abrangência.
As temperaturas também devem oscilar consideravelmente, configurando um cenário de “gangorra” climática, segundo análises do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Após o período de chuvas intensas, as máximas tendem a apresentar uma leve redução, com projeções que não ultrapassam os 30°C em nenhuma localidade.
Em Curitiba, por exemplo, a previsão para a quarta-feira indica máxima de 25°C e mínima de 18°C. A quinta-feira (01) sinaliza um processo de estabilização atmosférica, mas ainda com possibilidade de chuvas mal distribuídas e irregulares em algumas regiões. Para a sexta-feira (02), a expectativa é de ausência de chuvas significativas em todo o estado. Na capital paranaense, as temperaturas mínimas devem cair ainda mais, não superando os 16°C.
Impactos e registros de calor
A terça-feira (29) foi marcada por temperaturas elevadas em diversas cidades paranaenses. Cornélio Procópio e Londrina registraram as maiores máximas do ano até o momento, atingindo 34,5°C e 35,2°C, respectivamente. A lista de temperaturas máximas registradas naquele dia inclui uma variedade de municípios, com valores que variaram significativamente.
Cidades como Altônia (34,8°C), Assis Chateaubriand (34,5°C), Cambará (34,3°C), Cerro Azul (33,6°C), entre outras, apresentaram termômetros elevados. A diversidade nas medições, com dados fornecidos tanto pelo Simepar quanto pelo INMET, reflete a complexidade do microclima em diferentes regiões do estado e a importância do monitoramento contínuo.
O fenômeno do calor recorde em algumas localidades é um indicativo das mudanças nas padrões climáticos que têm sido observados. A combinação de frentes frias e massas de ar quente é um fator que contribui para essas variações bruscas de temperatura e para a formação de eventos meteorológicos extremos.
Fortes rajadas de vento e alertas futuros
A passagem da frente fria não se limitou às chuvas e ao calor. O estado também experimentou rajadas de vento intensas, com registros superiores a 100 km/h em alguns pontos, como Santa Maria do Oeste (105,12 km/h) e Umuarama (101,5 km/h). Estes eventos representam um risco significativo para a infraestrutura e a segurança da população.
Outras cidades registraram ventos fortes, como Maringá (75,24 km/h), Laranjeiras do Sul (67,7 km/h) e Cianorte (66,96 km/h). O monitoramento constante dessas velocidades do vento é crucial para a emissão de alertas pela Defesa Civil e para a adoção de medidas preventivas.
O Simepar já aponta para a aproximação de uma nova frente fria no fim de semana. Diante da instabilidade climática, a população é aconselhada a manter-se informada através de boletins meteorológicos e a se cadastrar para receber alertas da Defesa Civil. O cadastro pode ser realizado pelo envio de SMS gratuito com o CEP para o número 40199, garantindo acesso a informações essenciais em momentos de emergência.






