Escola de Conselhos do Paraná abre inscrições para novo ciclo formativo em parceria com UFPR

🕓 Última atualização em: 27/08/2026 às 11:33

A formação continuada de profissionais dedicados à promoção, proteção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes no Paraná entrou em sua segunda fase, com um foco renovado na proteção em contextos de diversidade cultural. O programa, que visa aprimorar a atuação de conselheiros tutelares, conselheiros de direitos e demais integrantes da rede de proteção, teve seu primeiro encontro em agosto, marcando o início de uma série de capacitações planejadas para alcançar diversas regiões do estado.

A iniciativa, coordenada pelo Setor Litoral da Universidade Federal do Paraná (UFPR), estabelece um elo fundamental entre o meio acadêmico, gestores públicos e profissionais que atuam diretamente na garantia dos direitos infanto-juvenis.

O objetivo central é expandir o conhecimento em áreas cruciais como legislação específica, a formulação e execução de políticas públicas eficazes, os preceitos dos direitos humanos e as melhores práticas no atendimento e acompanhamento.

A nova etapa da formação se debruça sobre as particularidades da proteção infanto-juvenil em contextos de diversidade cultural, com uma atenção especial dirigida aos povos e comunidades tradicionais.

Essa abordagem reflete um entendimento aprofundado de que a proteção integral, um dos pilares do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), só se concretiza plenamente quando a atuação da rede de proteção é sensível e adaptada às diferentes realidades culturais e territoriais enfrentadas por crianças e adolescentes.

A Relevância da Interculturalidade na Proteção Infanto-Juvenil

A coordenadora do projeto, professora Ane Bárbara Voidelo, destaca a importância de qualificar continuamente o atendimento. Ela ressalta que, embora o ECA garanta o direito à proteção sem discriminação, os desafios práticos evidenciam a necessidade de adaptar as intervenções, especialmente em territórios onde as especificidades culturais são marcantes.

Fortalecer práticas pautadas na interculturalidade é essencial para prevenir a revitimização e garantir uma atuação articulada e eficaz entre os diversos órgãos que compõem o sistema de garantia de direitos. Isso pressupõe um olhar atento às nuances que moldam as experiências de vida dos jovens.

A proposta formativa busca, portanto, municiar os profissionais com ferramentas para lidar com os desafios contemporâneos da proteção integral. Ao considerar as particularidades culturais, sociais e territoriais do Paraná, o programa visa promover um atendimento mais equitativo e eficaz.

Entre os grupos tradicionais que serão contemplados pela formação, estão indígenas, quilombolas, caiçaras, pescadores artesanais, faxinalenses, povos de terreiro, benzedeiras, ilhéus e cipozeiros, além de outras comunidades reconhecidas no estado.

Expansão e Acessibilidade da Formação

Além da atividade realizada em Paranaguá, o programa de aperfeiçoamento está estruturado para atingir outros polos regionais importantes dentro do Paraná. Essa estratégia visa democratizar o acesso à capacitação, alcançando um número maior de profissionais e, consequentemente, fortalecendo a rede de proteção em todo o estado.

As próximas etapas da formação estão agendadas para Ponta Grossa (setembro), Foz do Iguaçu (outubro), Umuarama (outubro) e Londrina (novembro). Os interessados em acompanhar os prazos de inscrição e obter mais detalhes sobre cada evento podem consultar a página oficial do projeto nas redes sociais.

A organização em polos regionais demonstra o compromisso em descentralizar o conhecimento e adaptá-lo às realidades locais. A articulação com instituições e órgãos da rede de garantia de direitos é um pilar desta iniciativa, assegurando que o aprendizado se traduza em ações práticas e efetivas.

A continuidade e a expansão deste tipo de formação são cruciais para a consolidação de políticas públicas robustas de proteção à infância e adolescência. O investimento em capacitação contínua é um reflexo da importância atribuída à garantia dos direitos e ao bem-estar das futuras gerações.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *