A Campanha Nacional de Multivacinação, que mobilizou esforços em todo o país para atualização do calendário vacinal de crianças e adolescentes, encerrou oficialmente seu período de maior intensidade. Apesar do término da fase de mobilização nacional, o acesso às vacinas permanece garantido. As salas de vacina nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) continuam operantes e abastecidas, permitindo que a população, especialmente os jovens, possa colocar em dia sua imunização.
No estado do Paraná, a campanha registrou a aplicação de mais de 400 mil doses, demonstrando um esforço significativo para reforçar a proteção contra doenças imunopreveníveis. A iniciativa visou primordialmente garantir que crianças e adolescentes até 15 anos, grupo mais vulnerável a diversas enfermidades, estivessem devidamente protegidos com o esquema vacinal completo.
Um marco expressivo da campanha no estado foi a celebração do Dia D, ação que superou as expectativas iniciais de adesão. A meta era administrar cerca de 50 mil doses, contudo, o engajamento da comunidade resultou na aplicação de mais de 110 mil doses em um único dia em diversas regionais. Essa mobilização demonstra a importância da conscientização e da acessibilidade aos serviços de saúde.
O sucesso do Dia D, que envolveu centenas de municípios, evidencia a força da colaboração entre as esferas de saúde pública e a sociedade civil. Essa articulação é fundamental para o alcance de metas de saúde e a erradicação de doenças que podem ser prevenidas por meio da vacinação.
Acesso Ampliado e Vacinas Disponíveis Além da Campanha
Mesmo com o encerramento formal da campanha de multivacinação, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) enfatiza que os imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação continuam amplamente disponíveis. Isso significa que a oportunidade de atualização vacinal não se restringe a um período específico, mas sim a um processo contínuo de cuidado com a saúde pública.
A disponibilidade abrange uma gama variada de vacinas essenciais. A vacina contra a influenza, por exemplo, está liberada para toda a população com seis meses de idade ou mais, oferecendo proteção contra as cepas circulantes do vírus da gripe, que pode causar complicações sérias, especialmente em grupos de risco.
Em relação à Covid-19, a vacinação segue direcionada aos grupos prioritários estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Estes incluem residentes e trabalhadores de instituições de longa permanência, puérperas, indivíduos imunodeprimidos, profissionais de saúde, além de comunidades ribeirinhas, quilombolas, indígenas, pessoas com deficiência permanente e aquelas com comorbidades. A vacinação para essas populações é crucial para a contenção da pandemia e a proteção dos mais vulneráveis.
A vacina contra o sarampo, doença altamente contagiosa e de fácil disseminação, permanece indicada para toda a população entre 12 meses e 59 anos, garantindo a manutenção da imunidade coletiva. A erradicação de doenças como o sarampo depende da alta cobertura vacinal.
Outro imunizante de grande relevância é o da vacina contra o HPV (papilomavírus humano). Fundamental na prevenção de diversos tipos de câncer, como o de colo de útero, orofaringe e anal, ele é oferecido para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, de ambos os sexos. Jovens de 15 a 19 anos que não foram vacinados anteriormente também podem procurar as UBS para receber a dose e garantir sua proteção a longo prazo.
Sustentabilidade da Imunização e a Importância da Vigilância Contínua
A manutenção do abastecimento e a continuidade das salas de vacina abertas nas Unidades Básicas de Saúde representam um pilar fundamental para a vigilância epidemiológica e a sustentabilidade dos programas de imunização. Isso garante que a população tenha acesso contínuo às doses necessárias para a proteção contra uma série de doenças infecciosas, mesmo após o término de campanhas específicas.
A prática da multivacinação, ao permitir a atualização simultânea de diversas vacinas em um único atendimento, otimiza o tempo dos profissionais de saúde e facilita o acesso dos usuários aos serviços. Essa abordagem é especialmente relevante para crianças e adolescentes, cujos calendários vacinais são mais extensos e complexos nos primeiros anos de vida.
A continuidade do acesso aos imunizantes é essencial para evitar o ressurgimento de doenças já controladas ou erradicadas. A suspensão ou a redução da cobertura vacinal pode abrir caminho para surtos, colocando em risco conquistas históricas da saúde pública. A saúde coletiva depende do compromisso individual de manter o calendário vacinal em dia.






