Estudante de 19 anos é morta no Paraná em semana de início da faculdade

🕓 Última atualização em: 11/08/2026 às 19:33

Uma jovem estudante universitária, com apenas 19 anos, teve sua vida brutalmente interrompida em um trágico caso de feminicídio no município de Sangão, no Sul de Santa Catarina. A vítima, natural de Pato Branco, no Sudoeste do Paraná, havia iniciado recentemente seu curso de graduação em Ciências Biológicas na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). A descoberta do corpo ocorreu dias após o início de sua jornada acadêmica, levantando questionamentos sobre a segurança e o fim prematuro de um futuro promissor.

O suspeito, identificado como o namorado da vítima, de 21 anos, foi preso pela Polícia Civil catarinense. As investigações apontam para um desfecho fatal ocorrido durante uma discussão na noite de sexta-feira, com a localização do corpo ocorrendo apenas na segunda-feira seguinte, após a família da jovem comunicar seu desaparecimento por falta de contato.

A mobilização policial para localizar a estudante foi desencadeada após a preocupação de seus familiares. A ausência de resposta às mensagens e ligações tornou-se um sinal de alerta, culminando nas buscas que levaram à descoberta do corpo na residência onde o namorado residia com sua mãe e avó.

A dinâmica familiar do suspeito apresentava particularidades. O quarto do jovem era mantido frequentemente trancado, o que impedia o acesso e conhecimento de sua mãe e avó sobre quem frequentava o local. Essa informação, segundo a polícia, adiciona camadas à complexidade do caso.

O delegado responsável pela investigação, Murilo da Cunha, destacou que o relacionamento entre o casal era investigado como conturbado. As apurações preliminares sugerem que o suspeito mantinha um comportamento de levar outras pessoas ao seu quarto, preservando um espaço privado sem o conhecimento de seus familiares sobre as visitas.

O sepultamento da jovem estudante ocorreu em sua cidade natal, Pato Branco, marcando o doloroso retorno de uma vida interrompida tragicamente, longe de sua família e de seus planos acadêmicos.

O Ciclo da Violência e a Importância da Denúncia

Casos como este reiteram a urgência de discussões sobre violência de gênero e a necessidade de mecanismos eficazes de proteção às mulheres. A análise deste lamentável episódio sublinha a importância de se identificar os sinais de relacionamentos abusivos e de se criar um ambiente social onde as vítimas se sintam seguras para buscar ajuda.

A sociedade civil, juntamente com o poder público, tem um papel fundamental na desconstrução de padrões culturais que perpetuam a violência contra a mulher. A educação, a conscientização e o acesso a recursos de apoio são pilares essenciais para prevenir novas tragédias como a que vitimou Joviana Evelyn Iankovski.

Canais de Ajuda e Denúncia em Casos de Violência Contra a Mulher

É fundamental que a sociedade esteja ciente dos canais disponíveis para denúncia e busca de apoio em situações de violência contra a mulher. A existência de um Centro de Atendimento à Mulher ou delegacias especializadas pode ser crucial para o acolhimento e encaminhamento de casos.

Em situações de emergência, onde a vida da vítima corre perigo iminente, o acionamento imediato do número 190, da Polícia Militar, é a medida mais indicada. Para denúncias que não configuram urgência no momento, o número 181, serviço de disque denúncia, também pode ser utilizado, garantindo o sigilo e a investigação dos fatos relatados.

Ademais, mulheres com 18 anos ou mais que foram vítimas de violência podem realizar o registro de Boletim de Ocorrência por meio da plataforma online da Polícia Civil, facilitando o acesso à justiça. A busca por delegacias da Polícia Civil ou pelas unidades especializadas de Delegacia da Mulher, quando disponíveis na localidade, representa outra via para formalizar a denúncia e dar início aos procedimentos legais cabíveis, com o intuito de quebrar o ciclo de agressões e garantir a proteção.

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