Equipamento gigante chega à Usina da Copel em obras no litoral do Paraná

🕓 Última atualização em: 31/08/2026 às 13:13

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) deu um passo significativo na modernização de uma de suas usinas estratégicas, a Usina Parigot de Souza, localizada em Antonina, no litoral do Paraná. A entrega do estator, componente central do gerador de energia, marca o início da instalação de um equipamento de grande porte, crucial para a atualização tecnológica da unidade.

Este projeto de revitalização, que envolve um investimento considerável de R$ 300 milhões, visa a substituição ou reforma dos principais elementos que compõem os quatro geradores da usina. A metodologia adotada garante a continuidade do suprimento energético, pois as intervenções ocorrem em uma máquina por vez.

A previsão é que a primeira unidade renovada retorne à operação até novembro deste ano. Logo em seguida, terá início o processo de desmontagem da segunda unidade geradora para as devidas atualizações.

O estator recém-chegado à Usina Parigot de Souza é uma peça de engenharia notável, pesando 87 toneladas e medindo 5,5 metros de diâmetro por 3 metros de altura. Sua fabricação ocorreu em Araraquara, no estado de São Paulo, e o transporte até o litoral paranaense foi realizado em duas partes por via rodoviária.

Essa divisão em módulos foi essencial para viabilizar o transporte do equipamento através dos túneis de acesso à casa de força da usina, um desafio logístico considerando as dimensões da peça.

O funcionamento de um gerador hidrelétrico como o da Usina Parigot de Souza baseia-se na interação de duas partes principais: o estator, que é a parte fixa externa, e o rotor, a parte móvel interna. O estator, em si, é um grande cilindro composto por complexas bobinas de fios de cobre.

A Dinâmica da Geração de Energia

O rotor, por sua vez, é o núcleo giratório do gerador, diretamente conectado à turbina. A energia potencial da água armazenada é convertida em energia cinética quando esta é conduzida através de dutos de grande desnível.

O movimento da água faz girar as turbinas, que por consequência impulsionam o rotor em alta velocidade dentro do estator. Essa rotação gera um campo magnético que, ao interagir com as bobinas de cobre do estator, induz uma corrente elétrica.

Essa eletricidade gerada é então encaminhada para transformadores externos, que ajustam seus níveis de tensão. De lá, segue pelas redes de transmissão e distribuição até alcançar os consumidores finais, garantindo o fornecimento de energia para residências, comércios e indústrias.

A Usina Parigot de Souza, em operação desde 1970, possui uma potência instalada de 260 MW. Essa capacidade é suficiente para atender aproximadamente 750 mil pessoas, demonstrando sua relevância para o suprimento energético da região Sul do Brasil.

Um dos aspectos mais notáveis deste empreendimento é sua estrutura: trata-se da maior casa de força subterrânea da região Sul do país, construída inteiramente no interior de uma montanha na Serra do Mar.

O reservatório que abastece a usina está situado a 50 quilômetros de distância, em Campina Grande do Sul. A água é transportada por um extenso túnel de 15 quilômetros, que atravessa a formação rochosa da serra.

Durante o percurso, a água passa por uma chaminé de equilíbrio, um dispositivo de segurança crucial para gerenciar variações de pressão. Em seguida, desce por um duto de 1.080 metros.

O impressionante desnível de 750 metros confere à água uma velocidade de até 426 km/h. Essa alta velocidade garante uma eficiência energética excepcional antes que a água seja devolvida ao rio Cachoeira, completando o ciclo.

O Impacto da Modernização

A modernização da Usina Parigot de Souza não se trata apenas de substituir peças; é um investimento estratégico na eficiência e confiabilidade do sistema elétrico paranaense. A substituição de componentes antigos por tecnologia de ponta visa aumentar a vida útil da usina, reduzir custos operacionais e minimizar falhas.

Essas atualizações são fundamentais para garantir que a usina continue a suprir a demanda crescente de energia elétrica, ao mesmo tempo que se alinha com os objetivos de sustentabilidade e eficiência energética. A Copel reitera seu compromisso com a modernização de sua infraestrutura, assegurando um futuro energético mais seguro e robusto.

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