BRICS exige IA regulada e direitos para trabalhadoras

🕓 Última atualização em: 17/07/2026 às 19:33

Representantes sindicais das nações que compõem o BRICS selaram um acordo em Hyderabad, na Índia, durante o 15º Fórum Sindical do bloco. O documento final, aprovado em julho, delineia um plano de ação focado na promoção do trabalho decente, com ênfase em aspectos cruciais como a proteção de gênero e a expansão da proteção social. O diálogo social é apontado como ferramenta essencial para navegar as complexas transformações no mundo do trabalho, incluindo a participação ativa dos trabalhadores na regulamentação de tecnologias emergentes como a inteligência artificial e a segurança de dados.

Um dos pontos centrais da declaração de Hyderabad é o compromisso em enfrentar as mudanças aceleradas no cenário laboral. A necessidade de adaptação às novas realidades tecnológicas e econômicas foi discutida intensamente, buscando garantir que os avanços não resultem em precarização ou exclusão de trabalhadores.

A declaração destaca a urgência de formalizar empregos, valorizar as negociações coletivas e combater firmemente o trabalho infantil e forçado. Igualmente prioritária é a busca pela igualdade salarial entre homens e mulheres, além de uma luta incessante contra todas as formas de discriminação.

A ampliação da cobertura da seguridade social também figura entre as metas. O documento enfatiza a importância de assegurar condições dignas de trabalho para trabalhadores migrantes e aqueles que atuam em plataformas digitais, reconhecendo a crescente importância desses setores na economia global.

Avanços na proteção dos trabalhadores da saúde

A participação de representantes de categorias específicas, como os profissionais de enfermagem, trouxe para o centro do debate pautas de grande relevância para setores vitais da economia. A inclusão da saúde na declaração do BRICS é vista como um reconhecimento fundamental da importância estratégica deste setor para o desenvolvimento global e o bem-estar das populações.

A representação sindical garantiu que questões como a aposentadoria especial para categorias com longos anos de contribuição e a paridade de gênero fossem consideradas. O acordo também prevê a proteção contra os impactos negativos da inteligência artificial no ambiente de trabalho, um tema de crescente preocupação para diversas profissões.

A declaração final, intitulada “Construindo Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade”, servirá como um norte para o fortalecimento de propostas em âmbito nacional e internacional. O documento pode ser uma referência importante para o aprimoramento de políticas de proteção social, segurança no trabalho e direitos previdenciários, especialmente para os profissionais de saúde.

O papel da cooperação internacional

O Fórum Sindical do BRICS se consolida como um espaço primordial para a articulação e o intercâmbio de ideias entre as centrais sindicais dos países membros. A iniciativa visa fortalecer a cooperação internacional e a construção de propostas conjuntas em defesa dos direitos da classe trabalhadora em um cenário global cada vez mais interconectado.

A troca de experiências e a formulação de estratégias comuns são essenciais para que os trabalhadores possam enfrentar os desafios impostos pelas rápidas mudanças econômicas e tecnológicas. A declaração de Hyderabad representa um passo significativo nesse sentido, ao estabelecer compromissos e diretrizes claras para a atuação conjunta.

A validação de acordos internacionais como este reforça a importância do diálogo entre governos, empregadores e trabalhadores na construção de sociedades mais justas e equitativas. A busca por um futuro do trabalho que seja inclusivo, seguro e sustentável é um objetivo compartilhado que demanda esforços contínuos e colaborativos.

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