UFPR Mara Fernanda Parisoto revela avanços do projeto Rocket Girls

🕓 Última atualização em: 07/10/2026 às 18:44

Um projeto de extensão universitária, iniciado em 2018, busca ativamente incentivar a participação de meninas e mulheres nas áreas de ciências exatas, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). A iniciativa, batizada de Rocket Girls, utiliza a astronomia, a astronáutica e o lançamento de minifoguetes como ferramentas pedagógicas e atrativos para despertar o interesse em estudantes da rede pública. O projeto também aborda a necessidade de valorização da docência e de carreiras científicas, propondo a criação de políticas permanentes e a ampliação de oportunidades de atuação para esses profissionais.

A proposta do Rocket Girls visa combater a sub-representação feminina em campos tradicionalmente dominados por homens. A iniciativa se alinha a movimentos globais que, desde a década de 1970, buscam aumentar a presença de mulheres nas carreiras STEM, um esforço intensificado nos anos 2000 e reforçado pelo Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, instituído pela ONU em 2015.

No Brasil, essa mobilização tem enfrentado desafios adicionais, como a redução de orçamentos para educação e ciência, especialmente entre 2018 e 2022. Além disso, as abordagens mais recentes incluem a consideração de fatores interseccionais, como raça e classe social, para alcançar um público mais amplo e diversificado.

A evolução do Rocket Girls reflete essa adaptação, buscando uma abordagem mais contínua e abrangente. A iniciativa articula ensino, pesquisa e extensão, expandindo seu alcance para públicos cada vez mais variados.

Expansão e desafios na carreira científica

A expansão do escopo do Rocket Girls abrange a reflexão sobre as barreiras que ainda impedem a ascensão feminina a cargos de liderança acadêmica. A falta de representatividade em posições de destaque pode desmotivar jovens estudantes e pesquisadoras, reforçando ciclos de desigualdade.

A busca por oportunidades para físicos e professores de Física transcende a sala de aula. Profissionais dessas áreas poderiam atuar em espaços como clubes de ciências, planetários, museus, casas da cultura, projetos de divulgação científica e até mesmo em iniciativas de assistência social, ampliando o impacto e a visibilidade dessas profissões.

A implementação dessas novas frentes de atuação dependeria de políticas públicas robustas e permanentes, que garantissem a contratação de profissionais concursados em vez de depender exclusivamente de projetos temporários e financiamentos instáveis.

Essas ações colaborariam para a retenção e acolhimento de estudantes em cursos de licenciatura em exatas, áreas que frequentemente enfrentam altas taxas de evasão. Um ambiente acadêmico mais inclusivo e com perspectivas de carreira claras é fundamental para formar novas gerações de cientistas e educadores.

Eventos e oportunidades de engajamento

O projeto Rocket Girls tem promovido atividades práticas para engajar a comunidade. Roda de conversa, oficinas e a participação em feiras de extensão são algumas das ações planejadas para ampliar o alcance da iniciativa.

Um exemplo recente foi a participação no 24º Encontro de Extensão e Cultura (Enec), integrado à 17ª Semana Integrada de Ensino, Pesquisa e Extensão (Siepe) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Esses eventos proporcionam um espaço para a troca de experiências e a divulgação de projetos inovadores como o Rocket Girls.

A continuidade e o sucesso de iniciativas como essa dependem do investimento em ciência e educação, bem como do reconhecimento da importância da diversidade no avanço do conhecimento. O fortalecimento de projetos que inspiram e capacitam meninas e mulheres nas áreas STEM é um passo crucial para um futuro mais equitativo e inovador.

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