Rio Branco do Sul lança política robusta para prevenir e combater assédio no serviço público

🕓 Última atualização em: 06/05/2026 às 20:35

Uma nova política de combate ao assédio no serviço público municipal de Rio Branco do Sul foi formalmente estabelecida após aprovação na Câmara Municipal. A legislação abrange prevenção, acolhimento e responsabilização de atos de assédio moral, sexual, importunação e discriminação, visando criar um ambiente de trabalho mais seguro e respeitoso para todos os servidores.

A iniciativa, desenvolvida em colaboração com o Departamento da Mulher da Secretaria de Assistência Social e Habitação (SMASH), estrutura um sistema para lidar com essas condutas, sejam elas individuais ou decorrentes de falhas institucionais.

A medida estabelece um canal unificado para o registro de denúncias e oferece um espaço de acolhimento com garantia de sigilo e escuta qualificada. O objetivo é proporcionar às vítimas um atendimento humanizado e seguro, oferecendo orientação e apoio psicológico, sempre com o consentimento do denunciante.

Um fluxo processual bem definido foi criado para a apuração das denúncias. Isso inclui o registro formal, o encaminhamento para sindicâncias ou processos administrativos e a garantia de que todos os envolvidos terão direito ao contraditório e à ampla defesa, pilares fundamentais do devido processo legal.

A política prevê a formação de uma comissão autônoma, denominada COMPAMS. Este órgão terá a responsabilidade de monitorar a efetividade da política, realizar diagnósticos periódicos sobre o clima organizacional e acompanhar os casos em andamento, assegurando a aplicação consistente das diretrizes.

A Importância da Prevenção e da Responsabilização

A criação desta política representa um avanço significativo na proteção dos trabalhadores do serviço público. O assédio no ambiente de trabalho pode gerar graves consequências para a saúde mental e física dos servidores, além de prejudicar a produtividade e a qualidade dos serviços prestados à população. Portanto, a existência de regras claras e mecanismos de atuação eficazes é crucial.

O programa não se limita à repressão de atos ilícitos, mas investe fortemente em ações de prevenção contínuas. Isso inclui capacitações regulares para gestores e servidores, campanhas de conscientização e a instituição de uma semana anual dedicada ao tema, promovendo uma cultura de respeito e igualdade.

A legislação também impõe a obrigação de comunicação a todos os gestores públicos. Eles deverão reportar quaisquer casos de assédio ou discriminação de que tenham conhecimento, sob pena de serem responsabilizados administrativamente. Essa medida visa garantir que nenhum caso seja silenciado ou ignorado.

Adicionalmente, a política garante proteção contra retaliações para aqueles que apresentarem denúncias ou testemunharem. Qualquer tipo de prejuízo funcional, perseguição ou punição indevida a denunciantes e testemunhas é expressamente vedado, com previsão de sanções severas para os infratores.

Um Novo Paradigma para o Serviço Público

A abrangência da nova norma é notável, estendendo sua aplicação a estagiários, aprendizes e prestadores de serviços terceirizados. Essa abordagem inclusiva assegura que todos os indivíduos que interagem no ambiente de trabalho público estejam sob a proteção das novas diretrizes, promovendo um padrão elevado de conduta ética e profissional.

A nova política implementa um sistema estruturado que vai além da mera regulamentação. Ela estabelece um marco para a construção de um ambiente de trabalho público mais justo, seguro e digno, onde o bem-estar e os direitos dos servidores são prioridade máxima, refletindo um compromisso com a excelência na gestão pública e o respeito à dignidade humana.

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