Paraná tem mais de 109 mil unidades sem luz após tempestades

As intensas tempestades que assolaram o Paraná durante a madrugada e a manhã desta segunda-feira (02) deixaram aproximadamente 109,8 mil unidades consumidoras sem fornecimento de energia elétrica. A mobilização de mais de 1.500 profissionais da Copel tem sido crucial para o restabelecimento do serviço, com 49% dos clientes já reconectados. As equipes, compostas por eletricistas, técnicos de manutenção e outros especialistas, trabalham incessantemente para reparar os danos significativos causados pelas fortes rajadas de vento na infraestrutura elétrica do estado.

No acumulado, a rede elétrica sofreu com a queda de 128 postes, sendo que 45 já foram substituídos em um esforço coordenado. A região Noroeste do estado é a mais afetada, concentrando 84,3 mil residências e estabelecimentos sem luz. Seguem-se as regiões Norte (7,9 mil), Oeste (5,6 mil), Sudoeste (5,5 mil) e Curitiba e sua Região Metropolitana (5,4 mil). Outras áreas como Campos Gerais, Centro-Sul e Litoral somam cerca de mil unidades consumidoras ainda sem o serviço.

A cidade de Maringá, por exemplo, emergiu como um dos epicentros dos estragos, com mais de 31 mil clientes tendo o fornecimento restaurado até o momento. Contudo, os trabalhos de reparo persistem para normalizar a situação de outras 57,5 mil unidades consumidoras, o que representa 23% do município.

Dados meteorológicos do Simepar indicam que Maringá registrou 63,6 milímetros de chuva até as 11h de segunda-feira. As rajadas de vento mais severas no Noroeste foram captadas em Altônia, atingindo 109,1 km/h. Em Maringá, as rajadas chegaram a 81 km/h, conforme estação do Simepar, e o aeroporto registrou ventos de 96,3 km/h em um curto período. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou ventos de 96,8 km/h na cidade.

Impactos e Respostas Emergenciais

As condições climáticas adversas não pouparam outras regiões. No Centro-Sul paranaense, municípios como Marquinho, Laranjal e Goioxim também foram severamente atingidos por tempestades e ventos fortes no domingo (01) e durante a madrugada de segunda. As equipes da Copel já atuaram intensamente para normalizar o serviço nessas localidades.

Apesar dos esforços, Marquinho ainda contabiliza 417 unidades consumidoras sem energia, Laranjal, 392, e Goioxim, 155. O plano de contingência da Copel envolve o uso de drones para inspeção da rede, otimizando a identificação e o reparo de danos em trechos de difícil acesso. A companhia reforça que as operações de restabelecimento continuarão até que todos os consumidores afetados voltem a ter energia.

A companhia mantém um protocolo de monitoramento climático constante. Com base nas previsões e na evolução dos eventos, recursos adicionais podem ser mobilizados. Essa agilidade é fundamental para minimizar os impactos socioeconômicos e garantir a segurança da população, especialmente em áreas rurais e isoladas que dependem diretamente da rede elétrica para atividades essenciais.

Prevenção e Canais de Comunicação

Em face dos estragos causados pelas tempestades, a Copel emite um alerta importante à população: manter distância de fios de alta tensão caídos no chão, postes danificados ou qualquer estrutura da rede elétrica que apresente sinais visíveis de avaria. A proximidade com esses elementos representa um risco iminente de choque elétrico e outros acidentes graves.

A empresa disponibiliza canais de comunicação para que os consumidores possam reportar ocorrências e buscar informações. O relato de fios caídos, postes quebrados ou interrupções no fornecimento é crucial para a agilidade das equipes de campo. É importante que os cidadãos priorizem a própria segurança e a de suas famílias ao identificar qualquer situação de risco relacionada à rede elétrica.

A colaboração da população, através da comunicação de incidentes, é um componente vital para a gestão emergencial da Copel. A empresa reforça seu compromisso com a segurança e a continuidade do fornecimento de energia, mesmo diante de eventos climáticos extremos que desafiam a infraestrutura. A resiliência da rede e a capacidade de resposta são prioridades constantes.

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