Mais de 120 toneladas de sucata de cabos de telecomunicações já foram removidas da infraestrutura aérea do Paraná em 2024. A ação, que visa organizar o espaço urbano e aumentar a segurança, é fruto de uma colaboração contínua entre a Copel, prefeituras municipais e empresas de telefonia e internet. As operações já contemplam mais de 50 cidades paranaenses, removendo materiais obsoletos e irregulares.
Essa iniciativa se insere em um esforço permanente para adequar os cabos instalados nos postes, que são compartilhados por serviços de energia elétrica e telecomunicações. A Copel, neste contexto, assume o papel de fiscalizar as estruturas e notificar as empresas de telecomunicações que possuem fios em desacordo com as normas.
A importância dessa colaboração intersetorial é destacada por Rafael Buckoski Gonçalves, gerente de Compartilhamento de Estruturas da Copel. Ele ressalta que a iniciativa é contínua e que o principal objetivo é garantir uma rede mais segura para toda a população. A segurança pública é o valor primordial norteador dessas ações.
Setembro registrou um aumento significativo nas atividades, com mutirões e ações integradas de regularização planejados e executados em dez municípios estratégicos. Entre eles estão Londrina, São José dos Pinhais, Umuarama, Cianorte, Almirante Tamandaré, Ibiporã, Ivaiporã, Cornélio Procópio, Medianeira e Piraquara.
Além dos mutirões pontuais, diversas cidades mantêm programas permanentes de monitoramento e adequação. Em Maringá, por exemplo, o Procon também participa ativamente das ações, ampliando o escopo da fiscalização. Em Cascavel, uma reunião estratégica entre a Copel e a Prefeitura em outubro definirá as próximas fases do trabalho.
Desempenho e Metas Alcançadas
Os resultados obtidos neste ano já ultrapassam as projeções iniciais da Copel. A companhia previa a retirada de 150 toneladas de materiais ao longo de 2024, uma meta que pode ser atingida ainda em outubro, mantendo o ritmo atual das operações. A expectativa é que o volume total chegue a 200 toneladas até o final do ano.
Essa projeção otimista depende do engajamento das operadoras de telecomunicações, uma vez que a responsabilidade pelos cabos é delas. O esforço conjunto visa garantir a manutenção da rede segura para todos os usuários e cidadãos. A participação ativa das empresas é, portanto, crucial.
A legislação vigente, especificamente resoluções conjuntas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), estabelece as diretrizes para o compartilhamento de postes e define a responsabilidade das empresas de telecomunicações pela manutenção e adequação de seus cabos. Essa regulamentação fundamenta a atuação da Copel e das demais partes envolvidas.
A parceria entre a concessionária de energia, os municípios e as empresas de telecomunicações é um pilar fundamental para a eficácia das ações. Essa colaboração não apenas agiliza a correção de irregularidades, mas também contribui diretamente para a segurança de motoristas, pedestres e trabalhadores que transitam ou atuam nas proximidades da rede aérea.
A Copel enfatiza a importância da comunicação por parte da população. Qualquer situação que represente risco, como a identificação de fios soltos ou em condições precárias, deve ser comunicada imediatamente pelo telefone 0800 51 00 116.
Segurança e Conscientização Pública
A presença de cabos obsoletos e desordenados na rede aérea representa um perigo iminente. Fios caídos ou baixos podem causar acidentes graves, desde curtos-circuitos e incêndios até atropelamentos e choques elétricos, afetando a mobilidade urbana e a segurança de todos.
Por isso, é imperativo que a população siga as orientações de segurança e evite qualquer contato com cabos caídos. A colaboração dos cidadãos, ao reportar prontamente as irregularidades, é um componente essencial para a prevenção de acidentes e para a garantia de um ambiente urbano mais seguro e organizado, refletindo o compromisso com o bem-estar coletivo.






