A corrida para definir a empresa que executará a duplicação do Contorno Sul de Maringá, um projeto de infraestrutura com investimento previsto de R$ 450 milhões, está em sua reta final. As propostas serão abertas no próximo dia 26 de maio, marcando um passo crucial para a concretização de uma obra aguardada há anos na região Noroeste do Paraná.
Este megaprojeto, que abrange aproximadamente 11,8 quilômetros, foi viabilizado por um convênio entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Maringá, estabelecido em dezembro de 2025. A parceria autorizou o município a conduzir o processo licitatório, o que representa o maior aporte estadual já destinado a uma obra de infraestrutura urbana nesta localidade.
O edital, publicado em 13 de fevereiro deste ano, estabelece a modalidade de contratação integrada. Isso significa que a empresa ou consórcio vencedor será responsável não apenas pela execução física da obra, mas também pela elaboração de todos os projetos, desde o básico até o executivo.
A intervenção visa transformar a mobilidade urbana e regional, eliminando um dos principais gargalos viários da cidade. A duplicação prevê a aplicação de pavimento rígido em concreto, utilizando a técnica de whitetopping, e a construção de 17 viadutos, uma ponte, passarelas, vias marginais e ciclovias.
A obra é considerada estratégica para a região, pois o Contorno Sul funciona como um eixo vital de conexão entre Maringá e cidades vizinhas como Sarandi, Paiçandu e Marialva. Adicionalmente, serve como rota importante para o escoamento de produção e deslocamento de veículos em direção a destinos como Paranavaí e Campo Mourão.
Impacto na segurança e fluidez do tráfego
Atualmente, o trecho do Contorno Sul é palco de constantes congestionamentos e de um número preocupante de acidentes, especialmente nas proximidades da rotatória de acesso à BR-376. A duplicação e a reconfiguração dos acessos são fundamentais para aumentar a segurança viária.
Na área mais crítica, onde hoje opera uma rotatória, o projeto detalha a construção de um viaduto duplo e quatro obras de arte especiais. Essa nova configuração tem o objetivo de otimizar o fluxo de veículos, separando o tráfego urbano do de longa distância e minimizando conflitos entre automóveis e caminhões.
A integração com importantes avenidas da cidade, como Guedner, Joaquim Moleirinho, Carlos Correa Borges e Carmen Miranda, também está prevista. Essa reorganização dos acessos urbanos visa facilitar a circulação local e conectar o Contorno Sul de maneira mais eficiente às malhas viárias internas de Maringá.
Além de resolver um problema histórico de mobilidade, a duplicação do Contorno Sul é vista como um impulsionador para o transporte de cargas. Uma infraestrutura mais eficiente e segura contribui diretamente para a competitividade do setor produtivo e acompanha o crescimento econômico de Maringá e de sua microrregião.
Desafios e expectativas futuras
Apesar do otimismo com a licitação em andamento, desafios logísticos e técnicos são inerentes a obras de grande porte como esta. A escolha da empresa vencedora, baseada em critérios de menor preço e capacidade técnica, será crucial para garantir a qualidade e a pontualidade na entrega do empreendimento.
A expectativa é que a conclusão da duplicação do Contorno Sul traga um novo dinamismo para a região. A melhoria da infraestrutura viária impacta positivamente não apenas a vida dos motoristas, mas também o desenvolvimento econômico e social, tornando Maringá e seus arredores mais atrativos e competitivos.





