O Museu Oscar Niemeyer (MON) em Curitiba expande seu alcance com a inauguração de novas intervenções artísticas ao ar livre e o lançamento de réplicas táteis de suas obras. O projeto “MON sem Paredes, Arte ao Ar Livre”, que já conta com diversas instalações em seus jardins, agora recebe a escultura inédita “Afenufu vivalulu amulufu fufulufu”, do artista avaf. A peça, concebida para a interação infantil, incorpora elementos como escorregador e balanço, promovendo uma experiência lúdica e educativa.
A iniciativa busca democratizar o acesso à arte, rompendo barreiras físicas e sensoriais. A inclusão de réplicas táteis, como as das obras “Giroscópico”, de Arthur Lescher, e “Estruturas Dissipativas/Trepa-Trepa”, de Rommulo Conceição, é um passo fundamental para garantir a fruição do acervo por pessoas com deficiência visual. Em breve, outras obras, como “Té Danzante”, de Joana Vasconcelos, e “Ao Redor de uma Árvore”, de Gustavo Utrabo, também ganharão versões acessíveis.
Estas novas adições ao espaço externo do museu fazem parte do programa MON para Todos, um esforço contínuo da instituição para ampliar a inclusão e a acessibilidade. A curadoria de Marc Pottier tem sido essencial para selecionar obras que dialoguem com o público de maneira inovadora.
Paralelamente à inauguração, o museu promoverá uma “Caça às Artes”. Esta atividade interativa, aberta ao público, convida os visitantes a explorarem os jardins e as obras do “MON sem Paredes” de forma dinâmica e guiada, utilizando um mapa ilustrado. Os primeiros 500 participantes receberão o mapa gratuitamente na bilheteria, incentivando a descoberta e a apreciação artística.
Acessibilidade e Inovação no Espaço Público
O programa “MON sem Paredes”, iniciado em 2024, representa uma mudança significativa na forma como o museu se relaciona com a cidade. Ao levar a arte para além dos limites físicos de suas galerias, a instituição busca se integrar ainda mais ao cotidiano da população. A transformação do entorno do museu em um amplo espaço cultural visa atrair tanto moradores quanto visitantes, revitalizando a região central e fomentando a apreciação artística.
As réplicas táteis são um exemplo claro do compromisso do MON com a inclusão. A criação de versões que permitem o toque e a exploração sensorial das obras democratiza o acesso ao patrimônio cultural. Este tipo de iniciativa é crucial para garantir que a arte seja uma experiência acessível a todos, independentemente de suas limitações.
A diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika, destaca a importância desta expansão: “Em consonância com o movimento da cidade de oferecer mais atrativos na região central, transformamos o entorno do Museu num amplo espaço cultural. Dessa forma, alcançamos cada vez mais pessoas, sejam moradores ou visitantes, fazendo com que a região respire arte”. Esta visão estratégica posiciona o MON como um polo cultural vibrante e acessível.
O projeto ainda conta com outras obras notáveis, como a escultura “Aurum”, de Rizza Bomfim, e o “Robô Interativo”, dos arquitetos Dilva e Orlando Busarello. Este último, em particular, evoca uma memória afetiva de Curitiba, resgatando a presença da obra em um espaço público central da cidade há décadas.
Engajamento Comunitário e Experiências Interativas
A “Caça às Artes” é uma estratégia inovadora para promover o engajamento do público com as obras expostas ao ar livre. A atividade, guiada por educadores do MON, incentiva a interação e o registro das experiências nas redes sociais, utilizando a hashtag #MONSemParedes. Essa abordagem colaborativa não só amplia a visibilidade das instalações, mas também cria um senso de comunidade em torno da arte.
Os 100 primeiros participantes que completarem o desafio e apresentarem seu post na MON Loja serão recompensados com um sorvete, um incentivo que transforma a apreciação artística em uma experiência prazerosa e memorável. A participação ativa do público é vista como fundamental para o sucesso e a relevância do projeto.
A curadoria do “MON sem Paredes” inclui um leque diversificado de artistas, como Gustavo Utrabo, Artur Lescher, Rommulo Conceição, Alexandre Vogler, Narcélio Grud e Joana Vasconcelos, entre outros. Essa variedade de estilos e abordagens enriquece a paisagem cultural do museu e oferece ao público múltiplas perspectivas sobre a arte contemporânea. O objetivo é criar um diálogo contínuo entre as obras, o espaço público e a comunidade.






