Mulher com 65% do corpo queimado após companheiro atear fogo em Curitiba

🕓 Última atualização em: 16/08/2026 às 14:54

Um grave incidente chocou a região central de Curitiba neste domingo (16), quando uma mulher, identificada como Cibele Lorena da Silva, sofreu extensas queimaduras após ser atacada com fogo pelo próprio companheiro. O ataque ocorreu na Praça Rui Barbosa, e a vítima foi socorrida em estado crítico, apresentando queimaduras em aproximadamente 65% de seu corpo, colocando sua vida em extremo risco.

O episódio, registrado por volta das 9h22, mobilizou rapidamente as forças de segurança pública. O acionamento ocorreu após o Centro de Operações da Polícia Militar receber informações sobre um homem que teria atentado contra a vida da companheira utilizando fogo.

Ao chegarem ao local, as equipes policiais encontraram Cibele já recebendo os primeiros socorros de uma unidade do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate). Testemunhas presentes indicaram aos agentes o paradeiro do agressor, posteriormente identificado como Victor Hugo de Bethencourt.

Em depoimento preliminar aos policiais, Victor Hugo admitiu a autoria do crime. Ele relatou ter tido uma discussão com a companheira e, em um ato de violência extrema, teria jogado álcool sobre ela antes de atear fogo. As palavras do suspeito, conforme registrado em boletim, foram: “Ela desacreditou de mim, eu joguei álcool e taquei fogo nela”.

O Ciclo da Violência e a Falha na Proteção

O caso de Cibele Lorena da Silva expõe as terríveis consequências da violência doméstica, uma chaga social que continua a vitimar mulheres em todo o país. A gravidade das queimaduras sofridas pela vítima ressalta a brutalidade do ataque e levanta sérias questões sobre os mecanismos de prevenção e proteção à mulher que podem ter falhado neste cenário.

A rápida intervenção do Siate foi crucial para o atendimento inicial, mas o estado de saúde de Cibele, classificado como grave e com risco de morte, demanda atenção médica especializada contínua. A **lesão corporal de natureza gravíssima** e a tipificação do caso como tentativa de feminicídio indicam a intenção deliberada do agressor de causar dano extremo, culminando em uma tragédia que poderia ter sido evitada.

O agressor, Victor Hugo, também sofreu ferimentos, um corte no rosto que, segundo relatos de populares, teria ocorrido após uma queda e uma mordida de cachorro. Ele também foi atendido pelo Siate e encaminhado ao Hospital Cajuru para avaliação médica. A sua condição física, no entanto, não o isenta da responsabilidade criminal pelos seus atos.

O Caminho Legal e a Busca por Justiça

Após receber alta hospitalar, Victor Hugo de Bethencourt deverá ser encaminhado à Casa da Mulher Brasileira. Este equipamento social é fundamental para oferecer suporte às vítimas de violência e para dar prosseguimento aos procedimentos legais cabíveis. A atuação da Casa da Mulher Brasileira visa garantir que medidas de proteção sejam implementadas e que o agressor responda por seus crimes perante a justiça.

A ocorrência registrada pela Polícia Militar como tentativa de feminicídio e lesão corporal de natureza gravíssima sinaliza a seriedade da situação. A Justiça terá a tarefa de analisar as provas e testemunhos para garantir que a lei seja aplicada de forma rigorosa, buscando coibir a impunidade e enviar uma mensagem clara de repúdio a todas as formas de violência contra a mulher. A sociedade civil, por sua vez, clama por políticas públicas mais eficazes que combatam as raízes da violência e garantam a segurança de todas as cidadãs.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *