Um grave acidente na BR-116, em Mandirituba, região metropolitana de Curitiba, resultou no atropelamento de três pedestres na tarde do último sábado (8). O incidente ocorreu por volta das 16h15, no quilômetro 141 da rodovia, e as vítimas sofreram lesões graves, necessitando de atendimento médico emergencial.
O condutor do veículo, um homem de 39 anos, perdeu o controle da direção enquanto trafegava no sentido Curitiba. O carro, em alta velocidade, invadiu o canteiro central, cruzou a pista e atingiu os pedestres que caminhavam pelo acostamento na direção oposta, sentido Fazenda Rio Grande.
As vítimas, um jovem de 20 anos, uma mulher de 21 e outra de 38 anos, foram prontamente socorridas. Equipes de resgate do Núcleo de Operações Aéreas da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da concessionária Planalto Sul atuaram no atendimento. As vítimas foram encaminhadas para os hospitais do Trabalhador e Cajuru.
A situação de risco foi agravada ao se constatar que o motorista não possuía a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Adicionalmente, testes de etilômetro indicaram a presença de álcool no organismo do condutor, com um índice de 0,32 miligrama de álcool por litro de ar expelido.
Antes de ser apresentado às autoridades competentes, o motorista passou por avaliação médica em uma unidade de pronto atendimento. A condução sob efeito de álcool e sem habilitação configura infrações gravíssimas que aumentam consideravelmente o risco de acidentes fatais.
A responsabilidade penal e a segurança viária
O condutor foi detido e, juntamente com o veículo apreendido, encaminhado à Delegacia da Polícia Civil em Fazenda Rio Grande. Ele responderá pelo crime de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.
Os parágrafos 1º e 2º do Artigo 303 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) preveem penas mais severas em casos de lesão corporal culposa quando o condutor está sob efeito de álcool e/ou não possui habilitação. Estas agravantes refletem a legislação em sua intenção de coibir comportamentos que colocam em risco a vida de terceiros.
Este tipo de infração demonstra a necessidade de fiscalização mais rigorosa e campanhas de conscientização sobre os perigos da combinação entre álcool e direção, além da importância de se possuir a habilitação adequada para a condução de veículos. A segurança viária é um compromisso coletivo.
O impacto social e as políticas públicas de prevenção
O caso levanta novamente o debate sobre a eficácia das políticas públicas voltadas para a redução de acidentes de trânsito. A presença de condutores sem CNH e sob influência de álcool nas vias demonstra que os esforços de prevenção e fiscalização precisam ser contínuos e adaptados às novas realidades.
É fundamental que o poder público invista em programas educativos mais abrangentes, que atinjam desde os jovens em formação até os motoristas mais experientes, reforçando a conscientização sobre os riscos e as consequências legais e sociais de comportamentos de risco no trânsito.
A colaboração entre órgãos de trânsito, polícia e a sociedade civil é essencial para a construção de um ambiente mais seguro nas estradas. A redução de mortes e feridos no trânsito deve ser uma prioridade inegociável, exigindo ações coordenadas e efetivas que vão além da punição, focando também na prevenção.






