Maringá, no Paraná, deu um passo significativo na gestão de sua população animal ao adquirir 20 mil microchips para identificação. A iniciativa, que demandou um investimento de R$ 118 mil através de processo licitatório, visa aprimorar o rastreamento e a responsabilização de cães e gatos atendidos por programas municipais, incluindo aqueles submetidos a procedimentos de esterilização em clínicas credenciadas, animais resgatados das ruas ou encaminhados para adoção.
O objetivo primordial é criar um cadastro unificado para os animais, facilitando a localização de seus tutores e reforçando a prevenção contra o abandono. Cada microchip carrega um número único, acessível por meio de leitores específicos, permitindo o resgate de informações sobre o animal e seu responsável legal. É importante salientar que este dispositivo não funciona como um rastreador em tempo real, mas como uma ferramenta de identificação permanente.
Além da implantação dos microchips, a gestão municipal tem intensificado outras frentes de atuação em prol do bem-estar animal. Em 2026, um montante de R$ 2,025 milhões foi destinado à contratação de uma clínica veterinária especializada. Esta parceria ampliará o acesso a cuidados de saúde para animais sem tutores definidos ou aqueles cujos tutores são beneficiários de programas sociais, como os inscritos no Centro de Referência de Assistência Social (Cras).
O contrato prevê a realização de mais de 17 mil procedimentos veterinários, abrangendo atendimentos regulares e plantões emergenciais. Esses serviços de urgência são cruciais para animais em situação de sofrimento agudo, vítimas de acidentes ou traumas, garantindo atendimento imediato em qualquer horário do dia ou da noite.
Fortalecimento das Ações de Saúde Pública Veterinária
A Secretaria de Proteção e Bem-Estar Animal (Sebea) também executa o programa Imuniza Pet, que oferece gratuitamente vacinas essenciais, como a antirrábica e a V8, para cães e gatos. Este benefício é direcionado a famílias em situação de vulnerabilidade social, cadastradas no Cras ou com renda familiar de até três salários mínimos, promovendo a saúde preventiva e a redução de doenças zoonóticas.
No período de janeiro a julho deste ano, a Sebea registrou a realização de 4.634 procedimentos de castração. Essa marca inclui animais acolhidos no Centro de Bem-Estar Animal (CBEA) e pets cujos tutores são assistidos pelo Cras, demonstrando o alcance das políticas de controle populacional e prevenção de doenças.
A plataforma digital tem sido outra aliada nas políticas de proteção animal. O aplicativo Petis foi atualizado e agora permite que os cidadãos solicitem atendimento veterinário para animais que necessitam de cuidados emergenciais ou que apresentem quadros de doença. Além disso, a ferramenta possibilita o acompanhamento completo do histórico clínico dos animais cadastrados.
Paralelamente, um chamamento público está em andamento para identificar e cadastrar protetores independentes de cães e gatos. O objetivo é consolidar uma base de dados que subsidiará a formulação de futuras políticas públicas e ações de apoio a esses agentes fundamentais na rede de proteção animal da cidade. Essas iniciativas integram a estratégia municipal de promover um ecossistema mais seguro e saudável para todos os animais.
Engajamento Comunitário e Conscientização
Maringá tem se destacado em suas campanhas de conscientização, especialmente durante o mês de Julho Dourado. O evento foca na promoção da saúde e do bem-estar animal, utilizando diversas estratégias para engajar a população. Incluem-se atividades como vacinação em massa, feiras de adoção responsáveis, palestras educativas, blitze informativas em pontos estratégicos e o cadastramento contínuo para programas de esterilização.
A Prefeitura também planeja a realização de campanhas itinerantes de vacinação e identificação em diferentes bairros da cidade. A intenção é descentralizar o acesso a esses serviços, garantindo que mais animais, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade, possam ser atendidos, microchipados e vinculados ao cadastro municipal de forma conveniente e acessível. Essa abordagem proativa visa cobrir áreas com menor acesso a serviços veterinários e reforçar a cultura de cuidado e responsabilidade.





