O Aeroporto Sant’Ana, em Ponta Grossa, no coração dos Campos Gerais do Paraná, está posicionado para uma transformação significativa. Integrado a um bloco de 11 terminais aeroportuários, o local será objeto de um leilão promovido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em dezembro. Esta iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de repactuação que visa impulsionar a infraestrutura aeroportuária regional, com o Aeroporto de Brasília como peça central.
A inclusão do Aeroporto Sant’Ana neste novo modelo de concessão sugere um futuro promissor, com potencial para atrair novos investimentos privados. O objetivo é revitalizar e expandir a capacidade operacional de terminais que, isoladamente, poderiam apresentar menor atratividade para o mercado.
A ampliação da pista do aeroporto paranaense em 150 metros é uma das principais modificações previstas. Esta intervenção é crucial, pois possibilitará a operação de aeronaves regionais de maior porte, como os jatos da família Embraer E2, que transportam até 136 passageiros e operam em rotas comerciais dentro do Brasil.
Além do alongamento da pista, o projeto contempla a instalação de áreas de giro em ambas as cabeceiras. Essa adequação é fundamental para otimizar a capacidade operacional do terminal, facilitando o fluxo de aeronaves maiores e mais modernas.
O Aeroporto Sant’Ana já se encontra em um processo de modernização com investimentos anunciados pelo Governo Federal. Somam-se a isso os recursos destinados ao programa AmpliAR, que visam a ampliação e atualização da infraestrutura de aeroportos regionais em todo o país.
Estratégias de Concessão e Impactos Regionais
A estratégia de agrupar aeroportos regionais com terminais de maior porte, como o de Brasília, é uma abordagem consolidada para viabilizar investimentos. A lógica é que a rentabilidade de um aeroporto principal possa subsidiar e tornar economicamente viáveis projetos em regiões com menor volume de passageiros.
Este modelo de leilão é resultado de um processo de repactuação do contrato de concessão do Aeroporto de Brasília. A decisão foi consensual e envolve a transferência da administração do terminal da capital federal para a empresa que apresentar a melhor proposta no novo leilão.
A atual concessionária, Inframerica, terá a oportunidade de participar do leilão e manter a gestão dos aeroportos caso sua proposta seja a mais vantajosa. No entanto, a empresa pode perder a concessão se outra companhia oferecer condições superiores. A Inframerica, controlada por um conglomerado com atuação aeroportuária em diversos países, manifestou a intenção de repactuação devido à baixa demanda registrada em Brasília nos últimos anos.
O bloco de concessão inclui, além do Aeroporto de Brasília, um total de dez terminais regionais. Estes estão localizados em estados como Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Bahia, fortalecendo a rede aeroportuária em diversas regiões do país. A diversificação de destinos incluídos no pacote visa diluir riscos e atrair um maior número de investidores.
O Processo de Leilão e as Perspectivas Futuras
O cronograma para o leilão foi estabelecido pela Anac, com prazos definidos para esclarecimentos e protocolamento de documentos. O leilão está agendado para 17 de dezembro de 2026, marcando um ponto de inflexão para a infraestrutura aeroportuária envolvida.
A expectativa é que a competição entre as empresas interessadas resulte em um valor de outorga significativo a ser pago ao Poder Público. Este valor, somado aos investimentos privados, deverá impulsionar a modernização e a sustentabilidade financeira dos aeroportos concedidos.
Para o Aeroporto Sant’Ana, a nova gestão privada representa a possibilidade de aprimoramento contínuo e expansão de suas operações. A modernização prevista trará benefícios não apenas para a aviação comercial, mas também para o desenvolvimento econômico e turístico da região dos Campos Gerais.
A integração em um bloco de concessão mais amplo é vista como um passo estratégico para garantir o futuro desses terminais. A Anac reforça que o programa busca não apenas a recuperação da sustentabilidade econômico-financeira, mas também a introdução de novas obrigações de investimento e operação.






