O Paraná se insere na 3ª edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), iniciativa conjunta do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério da Saúde, que visa traçar um panorama detalhado do estado de saúde da população. A pesquisa abrangerá 5.850 domicílios distribuídos em 149 municípios paranaenses, com atividades de campo previstas para se estenderem até novembro. Autoridades de saúde estaduais reforçam a importância da colaboração cidadã, solicitando que os entrevistadores sejam recebidos em suas residências.
Um dos pilares desta edição é a introdução da coleta de biomarcadores, que envolve a realização gratuita de exames laboratoriais de sangue e urina em uma fração dos participantes. O propósito central desta abordagem aprofundada é diagnosticar as condições de saúde reais dos brasileiros, fornecendo subsídios essenciais para o planejamento de políticas públicas eficazes, o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) e a otimização das estratégias do Sistema Único de Saúde (SUS).
Este levantamento busca traduzir em dados concretos o cotidiano da população, identificando as doenças crônicas que mais acometem as famílias, a influência dos hábitos diários no bem-estar e a forma como os cidadãos acessam as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros serviços especializados. A atualização dessas informações capacita os gestores públicos a alocarem recursos de maneira mais assertiva, desenvolverem campanhas de prevenção com maior impacto e adaptarem a oferta de serviços às necessidades específicas de cada região.
Aprofundando o diagnóstico com coleta de biomarcadores
Em domicílios selecionados aleatoriamente, a equipe do IBGE aplicará questionários que abordam desde as características socioeconômicas do lar até o histórico de saúde e os hábitos de vida dos moradores. Perguntas gerais serão direcionadas a indivíduos a partir dos 12 anos, enquanto seções mais detalhadas abrangerão aqueles com 15 anos ou mais.
A inovação desta edição reside na inclusão da coleta de biomarcadores. Essa etapa permitirá a realização de exames laboratoriais gratuitos de sangue e urina em uma subamostra de participantes. O objetivo é obter um retrato mais preciso de condições metabólicas e de saúde, incluindo a identificação precoce de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), muitas das quais podem ser assintomáticas em seus estágios iniciais.
Uma subamostra de moradores com 35 anos ou mais, residentes na Região Metropolitana de Curitiba, será convidada a participar desta fase mais aprofundada da pesquisa. A coleta de amostras biológicas será realizada por profissionais de saúde qualificados, com o apoio de instituições como o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS) e o Hospital Israelita Albert Einstein, por meio da Rede Dasa.
O painel de exames contempla análises essenciais como hemograma completo, perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos), hemoglobina glicada (para monitoramento de diabetes), creatinina e ácido úrico (avaliação da função renal), eletrólitos (sódio e potássio), sorologia para Chikungunya e a dosagem de metais pesados, como chumbo e mercúrio. Os resultados serão disponibilizados gratuitamente aos participantes em uma plataforma online segura, podendo ser utilizados em consultas médicas de rotina.
Garantia de segurança e participação cidadã
A precisão e a abrangência dos dados coletados dependem intrinsecamente da participação ativa da população. Para assegurar um reflexo fiel da realidade local, medidas de segurança foram implementadas. Todos os pesquisadores estão devidamente identificados com coletes azuis do IBGE, crachás visíveis e portam o Dispositivo Móvel de Coleta (DMC).
Para que os cidadãos se sintam seguros ao colaborar, o IBGE disponibiliza canais de verificação. Antes de permitir o acesso ou compartilhar informações, os moradores podem confirmar a identidade do entrevistador acessando o site respondendo.ibge.gov.br e informando o nome ou número de matrícula do pesquisador, ou através do telefone gratuito 0800 721 8181. Essa transparência é fundamental para o sucesso da pesquisa e para a confiança na coleta de informações que moldarão o futuro da saúde pública.





