Bombeiros alertam para riscos e dão dicas de segurança com fogueiras juninas

🕓 Última atualização em: 16/06/2026 às 12:46

A temporada de festas juninas, rica em tradições culturais brasileiras, traz consigo um elemento icônico: a fogueira. Símbolo de celebração e homenagem a santos como Santo Antônio, São João e São Pedro, a fogueira, quando mal gerida, apresenta riscos significativos de queimaduras e incêndios. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) tem emitido um apelo à população para a adoção de medidas preventivas, visando garantir que as manifestações culturais ocorram de maneira segura e responsável, sem comprometer a integridade física das pessoas e o patrimônio.

A instalação da fogueira requer atenção primordial ao local escolhido. É imperativo selecionar uma área completamente livre de vegetação rasteira e a uma distância segura de árvores, edificações, veículos e quaisquer outros materiais que possam facilmente entrar em combustão. Essa precaução é fundamental para evitar a propagação descontrolada das chamas, seja para a vegetação circundante ou para estruturas próximas.

A supervisão constante é outro pilar na segurança das fogueiras. Durante todo o período em que a fogueira estiver acesa, especialmente na presença de crianças, a vigilância deve ser redobrada. Ao término das celebrações, a extinção completa das brasas é vital. O uso de água é o método mais eficaz para garantir que o fogo não seja reacendido pelo vento. Na ausência de água, o abafamento com terra ou areia é uma alternativa, mas é essencial certificar-se da completa cessação da combustão antes de deixar o local.

Riscos e Prevenção no Uso de Fogo

Um erro comum e perigoso é o uso de substâncias inflamáveis como álcool, gasolina ou querosene para iniciar o fogo. Tais práticas aumentam drasticamente o risco de queimaduras graves e explosões, além de acelerarem a propagação das chamas de forma imprevisível. Existem métodos mais seguros e eficazes para iniciar uma fogueira.

Uma técnica recomendada envolve a confecção de um “copinho” com papel higiênico ou toalha, preenchido com um pouco de óleo de cozinha. Este, posicionado no centro da lenha, ao ser aceso nas bordas secas do papel, inicia uma combustão lenta e controlada, permitindo que o fogo se espalhe gradualmente para a madeira sem os riscos associados a líquidos voláteis.

Em caso de roupas em chamas, a resposta rápida é crucial. Se houver água por perto, deve ser utilizada imediatamente para resfriar e apagar as chamas. Na falta dela, a pessoa deve deitar-se no chão e o fogo deve ser abafado com um pano ou outro material adequado, privando as chamas do oxigênio necessário para a combustão.

As queimaduras decorrentes de acidentes com fogo podem variar em gravidade. As de primeiro grau causam apenas vermelhidão, enquanto as de segundo grau podem formar bolhas, que jamais devem ser estouradas. As queimaduras de terceiro grau, que afetam camadas mais profundas da pele, demandam atendimento médico imediato e especializado.

O Corpo de Bombeiros enfatiza a importância de acionar o número de emergência 193 em situações onde o incêndio apresentar risco de propagação ou não puder ser controlado de forma segura pela população. A incapacidade de se aproximar para combater o fogo é um sinal claro de que a situação ultrapassou o controle e requer intervenção profissional qualificada.

O alerta para a prevenção ganha maior relevância com a aproximação do período de estiagem e baixa umidade do ar, condições que favorecem a disseminação de incêndios. A Operação de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (OPCIF) do CBMPR já intensifica suas ações de monitoramento e resposta, ressaltando que a prevenção é a ferramenta mais poderosa contra incêndios de maiores proporções.

A Importância da Conscientização Pública

A correta montagem e, sobretudo, a completa extinção de uma fogueira são medidas de prevenção primordiais. Uma negligência mínima em períodos de seca e baixa umidade pode ser o gatilho para um incidente de grandes proporções, com sérios danos ambientais e riscos à vida. Cada detalhe, por menor que pareça, contribui significativamente para a segurança coletiva.

É fundamental que a comunidade esteja ciente e engajada em seguir as orientações. A segurança nas festividades juninas não se resume apenas ao divertimento, mas também à responsabilidade com o próximo e com o meio ambiente. A adoção de práticas seguras permite que as tradições se perpetuem de forma saudável e celebratória.

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