Agência do Migrante promove mutirão de empregos em Curitiba

🕓 Última atualização em: 29/04/2026 às 01:28

Em um esforço conjunto para promover a inclusão socioeconômica, uma iniciativa de empregabilidade para migrantes e refugiados foi realizada em Curitiba nesta quarta-feira (29). O evento, denominado “Balcão de Oportunidades”, teve como objetivo principal conectar indivíduos em situação de vulnerabilidade e recém-chegados ao mercado de trabalho, oferecendo um leque de oportunidades em diversos setores produtivos da capital paranaense. A ação é fruto de uma colaboração entre a Agência do Migrante, o Governo do Estado do Paraná, a Prefeitura de Curitiba e a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

A iniciativa reuniu empresas interessadas em contratar profissionais com diferentes perfis e qualificações. O foco das vagas abrange áreas cruciais da economia local, como construção civil, o dinâmico setor de bares e restaurantes, e o abrangente segmento de comércio e serviços. A variedade de posições demonstra um esforço em atender a diferentes níveis de escolaridade e experiência profissional.

Entre as oportunidades divulgadas, destacam-se posições como auxiliar de confeitaria e padaria, auxiliar de açougue, balconista, repositor, assistente de cozinha e auxiliar de serviços gerais. Há também vagas em áreas mais específicas, como garçom, auxiliar operacional, carpinteiro de obras, encarregado de obras e auxiliar de almoxarife. O espectro se estende ainda para funções que demandam formação técnica, como assistente de engenharia civil e analista pleno de TI, além de oportunidades de estágio na área de engenharia civil.

A proposta do “Balcão de Oportunidades” vai além da simples oferta de vagas. O evento buscou proporcionar um ambiente propício para entrevistas de emprego diretas entre empregadores e candidatos. Além disso, a iniciativa incluiu o encaminhamento para cursos de capacitação profissional, visando aprimorar as habilidades dos participantes e aumentar sua empregabilidade a longo prazo.

A relevância da Agência do Migrante como polo de apoio

A Agência do Migrante, inaugurada em novembro de 2025, tem se consolidado como um marco na política pública brasileira para o acolhimento e integração de populações deslocadas. Sendo a primeira estrutura pública do país a operar no formato de balcão único de serviços, ela oferece um atendimento centralizado para migrantes, refugiados, apátridas e retornados.

Vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Seju) e à Superintendência-Geral de Governança Migratória do Governo do Paraná, a Agência atua como um elo fundamental entre essas populações e os recursos necessários para sua plena integração. O “Balcão de Oportunidades” é um exemplo concreto dessa atuação, materializando o compromisso de criar pontes reais para o acesso a empregos dignos.

Gil Souza, superintendente-geral de Governança Migratória, enfatizou a importância de eventos como este. Ele ressaltou que o objetivo é facilitar o acesso ao trabalho, fortalecer a autonomia dos migrantes e promover uma inclusão genuína na sociedade paranaense. A parceria com a iniciativa privada é vista como essencial para a sustentabilidade dessas ações.

Desafios e perspectivas para a integração no mercado de trabalho

A inserção de migrantes e refugiados no mercado de trabalho brasileiro enfrenta uma série de desafios. Barreiras linguísticas, reconhecimento de qualificações obtidas no exterior e a necessidade de adaptação a novas culturas e normas trabalhistas são alguns dos obstáculos recorrentes. A discriminação e o preconceito, infelizmente, ainda podem se manifestar em processos seletivos.

Nesse contexto, iniciativas como o “Balcão de Oportunidades” desempenham um papel estratégico ao não apenas apresentar vagas, mas também ao oferecer orientação e apoio. A conexão direta com empresas e o acesso facilitado a programas de capacitação são passos cruciais para superar essas barreiras. É fundamental que o setor público e privado continuem a investir em políticas de diversidade e inclusão, reconhecendo o valor que os migrantes agregam à força de trabalho e à sociedade como um todo.

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