A expansão da rede de saúde pública no Paraná avança com a implantação de Unidades Mistas de Saúde (UMS). O projeto, concebido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), visa aprimorar o acesso e a qualidade do atendimento médico no interior do estado.
Essas novas unidades concentram, em um único local, os serviços da Atenção Primária, com consultas e acompanhamentos de rotina, e o suporte de pronto atendimento. O objetivo é oferecer assistência médica contínua, funcionando durante todos os dias da semana.
Com um investimento total que ultrapassa os R$ 139 milhões, o plano prevê a construção de 35 novas UMS. Duas unidades já foram concluídas e estão em operação, enquanto outras dez seguem com as obras em andamento, demonstrando o compromisso com a celeridade na execução.
Integração e Regionalização: Novos Horizontes para a Saúde Pública
A filosofia por trás das UMS é clara: regionalizar a saúde e minimizar as distâncias que os cidadãos precisam percorrer para acessar um serviço de qualidade. A infraestrutura aprimorada tem o potencial de aumentar a eficiência do atendimento local.
César Neves, Secretário de Estado da Saúde, ressalta que a modernização das estruturas de saúde é fundamental para descentralizar o atendimento. “É uma estrutura moderna que dá suporte e mantém o paciente no próprio município, evitando deslocamentos desnecessários para grandes centros em casos que possam ser resolvidos localmente”, pontuou.
O projeto arquitetônico das UMS foi meticulosamente elaborado para otimizar o fluxo de pacientes e equipes. Cada unidade possui uma área construída de aproximadamente 643 metros quadrados, com um repasse estadual de cerca de R$ 4,5 milhões por estrutura, além de possibilidade de apoio na aquisição de equipamentos.
Este avanço na infraestrutura já autorizou o início dos processos licitatórios para mais quatro municípios. Outros 19 estão em fase de planejamento técnico, preparando o terreno para a construção de futuras unidades.
O principal diferencial técnico das UMS reside na capacidade de oferecer leitos de estabilização. Essa infraestrutura é crucial para pacientes em estado mais grave, proporcionando um suporte inicial seguro antes de um possível encaminhamento para hospitais de maior complexidade.
Essa integração entre a atenção básica e o pronto atendimento representa um salto na rede pública, aproximando serviços essenciais da população. A unidade elimina a necessidade de buscar múltiplos locais para diferentes demandas de saúde.
Ao aumentar a resolutividade de casos de menor complexidade no próprio município, as UMS também desempenham um papel vital na redução da sobrecarga dos hospitais regionais. Isso evita que pacientes necessitem viajar para outras cidades em busca de socorro médico imediato, otimizando recursos e garantindo dignidade no cuidado.






