Piana e Embaixador do Paraguai firmam laços bilaterais

🕓 Última atualização em: 14/04/2026 às 20:19

A relação comercial entre o Paraná e o Paraguai alcança patamares significativos, consolidando-se como uma parceria estratégica e mutuamente benéfica. O estado paranaense figura como o segundo maior parceiro comercial do Paraguai no Brasil, um indicativo da intensa troca de bens e serviços que impulsiona ambas as economias.

Recentemente, a presença de cinco empresas paraguaias na ExpoApras, um evento proeminente no setor de varejo e supermercadismo do Sul do Brasil, sublinhou a crescente integração. Este evento marca não apenas uma colaboração pontual, mas sugere um futuro promissor para a participação de empresas do país vizinho em feiras e rodadas de negócios regionais.

O embaixador do Paraguai no Brasil, Juan Ángel Delgadillo, durante encontro com o vice-governador Darci Piana, destacou a natureza única desta relação. Ele enfatizou que o desenvolvimento e a infraestrutura do Paraná servem como um modelo exemplar e, crucialmente, contribuem para o avanço paraguaio, evidenciando um ciclo virtuoso de crescimento.

A robustez econômica do Paraná foi amplamente demonstrada, com um superávit comercial expressivo de US$ 530 milhões registrado no primeiro trimestre. Este saldo positivo decorre de um volume impressionante de exportações, totalizando US$ 5,2 bilhões, contrastando com US$ 4,7 bilhões em importações. A diversidade de mercados alcançados, mais de 180 países em 2026, reforça a vocação internacional do estado.

Infraestrutura e Logística: Pilares da Integração

A capacidade logística paranaense emerge como um fator determinante para a fluidez do comércio. A gestão portuária de Paranaguá, reconhecida repetidamente como a melhor do país, desempenha um papel central. Projetos como a ampliação da capacidade do porto, com o Moegão e o píer em T, e a concessão do Canal da Galheta, visam otimizar o acesso de embarcações de grande porte.

A Ponte da Integração Brasil-Paraguai representa um novo corredor logístico essencial para o Mercosul, facilitando o trânsito de mercadorias e fortalecendo os laços entre as nações. Paralelamente, investimentos em obras viárias, como o programa Asfalto Novo, Vida Nova, que moderniza a infraestrutura urbana com pavimentação, iluminação LED e saneamento, aprimoram a conectividade interna e externa.

O aprimoramento do transporte ferroviário até o Porto de Paranaguá, com planos para a Nova Ferroeste, que conectará o Mato Grosso do Sul ao litoral paranaense, é outro ponto estratégico. Essas iniciativas logísticas, somadas à expansão da malha rodoviária, tanto em duplicações quanto em pavimentação de estradas rurais, solidificam a posição do Paraná como um hub logístico de relevância continental.

A economia paranaense tem apresentado um crescimento notável, com o Produto Interno Bruto (PIB) praticamente dobrando entre 2018 e 2026, saltando de R$ 440 bilhões para aproximadamente R$ 800 bilhões. Essa expansão catapultou o estado para a quarta maior economia do Brasil, acompanhada por uma taxa de desemprego historicamente baixa, registrando 3,2% ao final de 2025.

Ferramentas como o Fiagro, que oferece crédito rural a juros reduzidos, e o Fundo Estratégico do Paraná, que visa substituir isenções fiscais com a Reforma Tributária, demonstram um planejamento econômico voltado para a sustentabilidade e o fomento aos negócios. O programa Paraná Competitivo, por exemplo, atraiu mais de R$ 300 bilhões em investimentos privados nos últimos sete anos.

Essa série de encontros diplomáticos, incluindo recentes reuniões com representantes do México, Argentina, Alemanha, Austrália e Países Baixos, evidencia a estratégia de internacionalização do Paraná. O objetivo é diversificar mercados para seus produtos e atrair novos investimentos, fortalecendo sua inserção na economia global.

Perspectivas de Futuro e Cooperação Regional

A contínua aproximação entre o Paraná e o Paraguai abre portas para novas oportunidades de negócios e investimentos em infraestrutura. A troca de experiências e o alinhamento de políticas públicas podem catalisar o desenvolvimento regional, beneficiando não apenas os dois países diretamente envolvidos, mas também o Mercosul como um todo.

A colaboração em setores como agronegócio, indústria e tecnologia tende a se intensificar, impulsionada pela proximidade geográfica e pela sinergia econômica já estabelecida. O fortalecimento de corredores logísticos, como a Ponte da Integração, e a otimização dos sistemas de transporte multimodal são fundamentais para maximizar o potencial dessas relações bilaterais.

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