IAT: Mais de 200 mil mudas frutíferas distribuídas

🕓 Última atualização em: 03/07/2026 às 09:50

O incentivo ao plantio de espécies nativas frutíferas no Paraná tem demonstrado resultados significativos na conservação da biodiversidade e no fomento a iniciativas de recuperação ambiental. No primeiro semestre de 2026, mais de 201 mil mudas foram distribuídas, superando as expectativas e projetando o cumprimento da meta de 500 mil mudas até o final do ano seguinte.

Essa iniciativa, coordenada pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável, visa não apenas a arborização de áreas degradadas, mas também a criação de corredores ecológicos e a oferta de alimento para a fauna local.

A alta demanda por mudas de espécies como aroeira-pimenteira (Schinus terebinthifolia), araçá (Psidium cattleyanum) e araucária (Araucaria angustifolia) evidencia a conscientização crescente sobre a importância ecológica e social dessas plantas.

Essas espécies, em particular, desempenham um papel crucial no ecossistema. A aroeira-pimenteira, por exemplo, com seus frutos conhecidos como pimenta-rosa, atrai a avifauna, auxiliando na dispersão de sementes e na manutenção de populações de aves.

Já o araçá, adaptável a diversas condições climáticas do estado, oferece frutos nutritivos, ricos em vitamina C, que servem tanto para o consumo humano quanto para a alimentação da vida silvestre. A espécie, de porte pequeno a médio, pode atingir até 6 metros de altura.

A imponente araucária (Araucaria angustifolia), símbolo do Paraná, não só compõe a paisagem característica da região, mas também fornece o pinhão, um alimento vital para diversas espécies da fauna, com destaque para a gralha-azul, além de ser um ingrediente tradicional da culinária local.

Um impulso à sustentabilidade e ao desenvolvimento regional

O programa Paraná Mais Verde atua em diversas frentes, incluindo a revitalização de viveiros, o fomento a viveiros socioambientais, o incentivo a espécies ameaçadas, e a implementação em datas comemorativas, parques urbanos e no programa Poliniza Paraná.

A distribuição de mudas de espécies nativas frutíferas é uma estratégia consolidada para a conservação da biodiversidade. Engenheiros florestais do IAT destacam que a oferta de alimento para a fauna é fundamental para o fortalecimento dos ecossistemas e para a dispersão de sementes.

Espécies como guabiroba (Campomanesia xanthocarpa), jabuticaba (Plinia cauliflora) e pitanga (Eugenia uniflora) não só beneficiam a fauna silvestre, mas também possuem potencial econômico e social, com a possibilidade de comercialização de seus frutos e derivados.

A iniciativa se alinha a programas maiores de recuperação de vegetação nativa, como o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA), além de iniciativas urbanas como o programa Asfalto Novo, Vida Nova.

A logística de produção é amparada por uma rede de 19 viveiros administrados pelo IAT, distribuídos por todo o estado, além de laboratórios de sementes localizados em São José dos Pinhais e Engenheiro Beltrão. Essa capilaridade garante o suprimento de mudas para uma ampla gama de projetos.

O processo de solicitação de mudas é realizado por meio do Sistema de Gestão Ambiental (SGA), garantindo transparência e controle. Após análise técnica pelo IAT, os pedidos aprovados recebem informações sobre o local de retirada e a documentação necessária.

Diversidade e exclusividade regional na oferta de mudas

A oferta de mudas pelo programa demonstra uma atenção especial à diversidade genética e às particularidades de cada região do Paraná. Mudas de café-de-bugre (Cordia ecalyculata Vell.) e pêssego-do-mato (Eugenia myrcianthes Nied.), por exemplo, foram distribuídas exclusivamente pelo viveiro de Toledo, na região Oeste.

Enquanto isso, a grápia (Apuleia leiocarpa), outra espécie de relevância ecológica e econômica, tem sua origem no complexo de viveiros de Salgado Filho, no Sudoeste do estado. Essa distribuição direcionada contribui para o fortalecimento da identidade botânica local e para a adaptação das espécies ao seu ecossistema de origem.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *