Governo e setor se unem por descarte correto de remédios

🕓 Última atualização em: 13/04/2026 às 22:19

A gestão de resíduos farmacêuticos no Paraná ganha um novo impulso com a criação de um grupo de trabalho interinstitucional. A iniciativa, formalizada pela Resolução Conjunta nº 04/2026, visa aprimorar a logística reversa de medicamentos, tanto humanos quanto veterinários, no estado.

O objetivo central é assegurar a destinação final ambientalmente adequada para fármacos vencidos ou impróprios para o consumo. Essa preocupação se estende a resíduos gerados tanto em domicílios quanto em estabelecimentos de saúde e outros setores produtivos relacionados.

A política de logística reversa fundamenta-se em um conjunto de ações coordenadas para viabilizar a coleta e o retorno de resíduos aos seus produtores originais. Essa abordagem é crucial para mitigar riscos ambientais e de saúde pública.

O comitê recém-formado integra representantes das secretarias estaduais de Desenvolvimento Sustentável (Sedest) e da Saúde (Sesa), além de especialistas técnicos do Instituto Água e Terra (IAT). Essa colaboração multidisciplinar é essencial para a complexidade do tema.

A legislação vigente estabelece que medicamentos descartados ou fora de uso devem ser recolhidos por entidades gestoras e submetidos à incineração. Este método é considerado o mais eficaz para neutralizar a potencial contaminação por substâncias ativas.

Avanços e Desafios na Gestão de Fármacos

A conformidade com normativas federais e estaduais é um pilar fundamental para a efetividade da política. O grupo de trabalho tem a incumbência de analisar o cenário atual do descarte de medicamentos em todo o território paranaense, identificando gargalos e oportunidades de melhoria.

Um dos próximos passos envolve um diálogo direto com o setor produtivo. A indústria farmacêutica e veterinária, distribuidores, farmácias e estabelecimentos similares serão consultados para construir um Termo de Compromisso robusto e participativo.

Este acordo tem o potencial de definir diretrizes claras para a coleta, transporte e tratamento de resíduos farmacêuticos. A colaboração do setor privado é vista como indispensável para o sucesso da logística reversa.

A preservação e a melhoria da qualidade ambiental são objetivos intrínsecos à iniciativa. A logística reversa busca racionalizar o uso de recursos, controlar atividades potencialmente poluidoras e estabelecer padrões de qualidade ambiental mais rigorosos.

Bernardo Zanini Fadel, diretor de Desenvolvimento Sustentável e Inovação da Sedest, ressalta a importância de alinhar a logística reversa às políticas de resíduos sólidos do Estado. A meta é tornar o Paraná um modelo em gestão ambiental de fármacos.

A atuação do grupo abrange a elaboração da minuta do Termo de Compromisso e outros encaminhamentos necessários para a plena implementação da logística reversa. A expectativa é que os trabalhos sejam concluídos em até 90 dias, com possibilidade de prorrogação.

Implicações para a Saúde Pública e o Meio Ambiente

O descarte inadequado de medicamentos representa um risco latente à saúde pública e ao meio ambiente. Fármacos descartados em pias ou lixo comum podem contaminar solos e corpos d’água, afetando ecossistemas e, potencialmente, entrando na cadeia alimentar.

A ação coordenada do Governo do Estado, através da Resolução Conjunta nº 04/2026, demonstra um compromisso firme com a responsabilidade socioambiental. A logística reversa, quando bem executada, contribui significativamente para a sustentabilidade e a proteção da saúde coletiva.

A articulação entre órgãos governamentais e o setor produtivo farmacêutico é um passo essencial. Esta colaboração tende a gerar soluções inovadoras e eficientes para um problema crescente na sociedade moderna, garantindo que o ciclo de vida dos medicamentos seja concluído de forma segura e responsável.

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