Bioma Seguro multa criminosos em R 3 8 milhões

🕓 Última atualização em: 03/06/2026 às 18:11

A recente ofensiva realizada em municípios do Paraná, focada na repressão a práticas que degradam o meio ambiente, resultou na aplicação de vultosas multas e na interdição de áreas. A ação, batizada de Operação Bioma Seguro, abrangeu seis cidades, com destaque para a região Centro-Sul e Central do estado.

O Instituto Água e Terra (IAT) liderou a fiscalização, que visou coibir a pesca predatória, o desmatamento ilegal e o uso irresponsável dos recursos hídricos. As atividades de campo ocorreram em Guarapuava, Porto Barreiro, Rio Bonito do Iguaçu, Laranjeiras do Sul, Quedas do Iguaçu e Virmond.

O balanço da operação é significativo: 57 Autos de Infração Ambiental (AIA) foram expedidos, totalizando mais de R$ 3,8 milhões em multas. Adicionalmente, uma área de aproximadamente 51,7 hectares foi embargada para fins de regeneração ambiental.

Rio Bonito do Iguaçu, uma das localidades mais afetadas, concentrou a maior parte das irregularidades flagradas, com 28 infrações. Porto Barreiro registrou 12 ocorrências, enquanto Guarapuava e Laranjeiras do Sul apresentaram 8 e 4 casos, respectivamente. Quedas do Iguaçu e Virmond completam o cenário com 4 e 1 autuações, respectivamente.

As irregularidades identificadas durante a operação são variadas e indicam um padrão de descaso com a legislação ambiental. Entre elas, destacam-se o corte de vegetação nativa sem a devida autorização, a captação de água em desacordo com os limites estabelecidos, e o beneficiamento de madeira proveniente de espécies ameaçadas de extinção.

Um caso isolado em Rio Bonito do Iguaçu chamou a atenção: um único proprietário foi autuado em R$ 857 mil por diversas infrações ambientais, evidenciando a gravidade de algumas práticas ilegais.

A importância da regulamentação e do controle para a sustentabilidade

A fiscalização rigorosa e a aplicação de penalidades são ferramentas cruciais para garantir a sustentabilidade dos recursos naturais. A diretora de Licenciamento e Outorga do IAT, Ivonete Coelho da Silva Chaves, ressaltou que operações como esta são essenciais para o monitoramento e controle de atividades com potencial de causar danos ambientais.

O respeito às leis ambientais, como a necessidade de possuir a outorga para o uso da água, é fundamental para assegurar que os recursos naturais sejam utilizados de forma responsável e perpetuada para as futuras gerações. A ausência desses controles pode levar à escassez hídrica e à degradação de ecossistemas.

A legislação brasileira, como a Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e o Decreto Federal nº 6.514/08, estabelece as sanções administrativas e penais para quem comete crimes ambientais, incluindo o desmatamento ilegal. Os responsáveis podem responder tanto na esfera administrativa quanto na criminal.

O valor arrecadado com as multas tem um destino específico: é integralmente destinado ao Fundo Estadual do Meio Ambiente. Este fundo tem como objetivo financiar iniciativas voltadas ao controle, preservação, conservação e recuperação ambiental, conforme previsto na Lei Estadual 12.945/2000.

O papel do cidadão na proteção ambiental

A participação da sociedade civil é um componente indispensável na proteção do meio ambiente. A denúncia de atividades ilegais é uma das formas mais eficazes de contribuir para a preservação da flora e da fauna. O Batalhão Ambiental disponibiliza o Disque-Denúncia 181 como principal canal para receber informações.

Todas as denúncias são analisadas e verificadas in loco, garantindo que as irregularidades sejam apuradas. Para auxiliar na eficiência das investigações, é fundamental que os cidadãos forneçam informações precisas e detalhadas sobre a localização e os fatos ocorridos.

No âmbito do IAT, as denúncias podem ser registradas através da Ouvidoria, pelo serviço de “Fale Conosco”, ou diretamente nos escritórios regionais. A colaboração cidadã, aliada à atuação dos órgãos fiscalizadores, fortalece o combate às infrações ambientais e promove um futuro mais sustentável.

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