UFPR sedia debate nacional sobre o futuro da comunicação universitária federal

🕓 Última atualização em: 22/04/2026 às 12:02

Gestores de comunicação de universidades federais da Região Sul se reuniram em Curitiba para discutir o papel estratégico da comunicação institucional e o combate à desinformação. O encontro, sediado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), contou com a participação de profissionais responsáveis pela área em diversas instituições de ensino superior públicas.

As discussões focaram na integração da comunicação com a alta gestão universitária e na sua atuação como ferramenta para a tomada de decisões institucionais. A crescente onda de desinformação foi identificada como um dos principais desafios a serem enfrentados, exigindo estratégias robustas para a disseminação de informações verdadeiras e oficiais.

O evento buscou promover a troca de experiências e o fortalecimento de redes entre os comunicadores, permitindo que compartilhem angústias, criem estratégias conjuntas e aprimorem o trabalho diário. A ideia é que a comunicação vá além do caráter meramente executório, assumindo uma posição mais proativa na definição de rumos e na aproximação entre a instituição e a sociedade.

Profissionais como Sarah Scholz Dias, superintendente de Comunicação da UFPR, e Alisson Bacelar, assessor de Comunicação Social do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, destacaram a importância da comunicação para a projeção e a compreensão da importância das universidades públicas pela sociedade.

A comunicação como ferramenta estratégica e defensora da verdade

A conferência abordou a necessidade de as assessorias de comunicação atuarem de forma estratégica, mediando o interesse público com as decisões internas das instituições. Isso implica em não apenas divulgar informações, mas também participar da análise de cenários, da definição de prioridades e da orientação sobre o posicionamento institucional.

O enfrentamento à desinformação foi um dos eixos centrais, considerando seu impacto direto na reputação das universidades e na confiança pública. Foram debatidos riscos à imagem institucional e a importância de respostas rápidas e baseadas em fatos, garantindo que a verdade prevaleça sobre informações falsas.

A comunicação estratégica, segundo especialistas, deve transcender a mera divulgação de eventos ou ações. Ela deve construir entendimento, confiança e vínculo com os públicos, participando ativamente do planejamento e da formulação de narrativas que fortaleçam a percepção pública sobre o papel e as contribuições das instituições de ensino superior.

A desinformação representa uma ameaça não apenas à imagem das universidades, mas também ao conhecimento produzido por elas. A disseminação de notícias falsas pode afetar áreas cruciais como a saúde pública, levando ao ressurgimento de doenças e à desvalorização de pesquisas científicas essenciais.

A atuação dos comunicadores se torna fundamental para desmistificar boatos e fake news, evidenciando a produção científica, as atividades de extensão e o impacto social das universidades. O objetivo é demonstrar como essas instituições transformam vidas e oferecem oportunidades de desenvolvimento para a sociedade.

Fortalecimento de redes e o futuro da comunicação pública

O intercâmbio de experiências entre os gestores de comunicação é visto como um pilar fundamental para o aprimoramento contínuo. Ao compartilhar desafios e soluções, as equipes fortalecem sua capacidade de atuação em um cenário cada vez mais complexo e dinâmico.

A criação de redes consolidadas entre as universidades permite o desenvolvimento de estratégias colaborativas e trabalhos conjuntos, potencializando os resultados alcançados. Essa articulação é crucial para enfrentar as demandas rotineiras e para promover uma comunicação pública de excelência, com conteúdos relevantes e focados no cidadão.

A participação em eventos como este possibilita que os profissionais saiam da lógica da execução imediata e dediquem tempo à reflexão estratégica. Ao conhecerem experiências de outras instituições e discutirem desafios comuns, as equipes de comunicação podem trazer aprendizados valiosos para qualificar o trabalho em suas respectivas universidades.

Essa troca de saberes contribui para alinhar a atuação dos diferentes setores de comunicação universitária e para reforçar o papel estratégico dessas áreas. O foco recai sobre a execução de uma comunicação pública eficaz, capaz de informar, engajar e construir uma relação de confiança com a sociedade.

As universidades do Sul do país apresentaram casos de sucesso em comunicação, inspirando a busca por soluções colaborativas. A programação incluiu ainda discussões sobre pesquisa de mercado, planejamento estratégico e reuniões internas, visando aprimorar as práticas e fortalecer a comunicação institucional.

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