Samu registra alta de até 55% em atendimentos no Litoral do Paraná

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) registrou um expressivo aumento de 46,3% nos atendimentos em Pontal do Paraná, município localizado no litoral paranaense, no primeiro ano de sua integração à Central de Regulação de Curitiba e Região Metropolitana. O número de ocorrências saltou de 3.822 para 5.592, totalizando um acréscimo de 1.770 chamados, conforme dados comparativos entre os períodos de outubro de 2024 a setembro de 2025 e de outubro de 2025 a setembro de 2026. Este crescimento superou a média geral observada nos sete municípios do litoral, que alcançou 35,6%.

A nova dinâmica de regulação, centralizada em Curitiba, visa otimizar a gestão dos recursos e o encaminhamento de pacientes. A comunicação facilitada e a visão integrada da disponibilidade de equipes e unidades de saúde são pontos cruciais para a eficiência do serviço.

Em toda a região litorânea, a elevação foi notável. O total de atendimentos nos sete municípios passou de 26.627 para 36.112 em um ano, representando um aumento de 9.485 chamados. A média diária de ocorrências, que antes era de 72,9, agora atinge 98,9.

Matinhos se destacou com o maior percentual de crescimento, atingindo 55,6%. Pontal do Paraná veio em seguida com 46,3%, seguido por Guaratuba (31,7%), Paranaguá (30,9%), Guaraqueçaba (29%), Morretes (20,1%) e Antonina (9,5%). Essa distribuição demonstra um impacto generalizado da reorganização.

Impacto e Benefícios da Centralização da Regulação do Samu

A principal alteração decorrente da integração é que os chamados de emergência de todos os sete municípios do litoral agora são processados pela Central de Regulação de Curitiba. Essa unidade é responsável por analisar a gravidade de cada ocorrência e determinar o envio adequado de recursos, como ambulâncias e equipes especializadas.

Embora as ambulâncias e as equipes de atendimento continuem operando em suas respectivas cidades, a regulação centralizada permite uma avaliação mais abrangente e estratégica da situação. A tomada de decisão considera a disponibilidade de todos os veículos, a capacidade de resposta dos profissionais e a estrutura hospitalar disponível na região como um todo.

Essa abordagem integrada visa, sobretudo, agilizar o transporte de pacientes em estado grave para hospitais de referência, minimizando o tempo de espera e a burocracia associada à comunicação entre diferentes centrais de regulação. A meta é garantir que o paciente certo receba o atendimento adequado no menor tempo possível.

Com a inclusão do litoral, a Central de Curitiba expandiu sua área de cobertura para 45 municípios, fortalecendo também o suporte ao Hospital Regional do Litoral, localizado em Paranaguá. Essa ampliação de escopo reforça o compromisso com a universalização do acesso e a qualificação dos serviços de urgência e emergência.

A análise dos dados revela que o aumento no volume de atendimentos foi constante ao longo de todo o primeiro ano de vigência da nova estrutura, com crescimento observado em todos os meses quando comparados aos mesmos períodos do ano anterior à integração.

Desafios e Perspectivas para o Fortalecimento do Samu

O expressivo aumento nos atendimentos do Samu, impulsionado pela otimização da regulação, evidencia a crescente demanda por serviços de emergência na região. Essa expansão, embora positiva em termos de acesso, também impõe desafios logísticos e de alocação de recursos para garantir a sustentabilidade e a qualidade do serviço.

A necessidade de expansão da frota, a constante capacitação das equipes e a manutenção de uma infraestrutura adequada são fatores essenciais para atender a essa demanda crescente. Além disso, a articulação com as redes de saúde municipais e estaduais é fundamental para o fluxo contínuo de pacientes e a continuidade do cuidado.

A experiência de Pontal do Paraná e dos demais municípios do litoral serve como um importante estudo de caso sobre os benefícios da integração de centrais de regulação. O modelo sugere que a visão macro e a coordenação centralizada podem resultar em uma resposta mais eficaz em situações de emergência, impactando diretamente na preservação de vidas.

A avaliação contínua dos indicadores de desempenho e a adaptação das estratégias operacionais serão cruciais para que o Samu continue a cumprir seu papel vital na saúde pública. Investimentos em tecnologia e em pessoal qualificado devem acompanhar o crescimento da demanda, assegurando que o serviço público de urgência e emergência permaneça robusto e acessível a todos os cidadãos.

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