O Instituto Água e Terra (IAT) estendeu por mais 40 dias as restrições de uso da Represa do Capivari, incluindo a proibição da pesca, do consumo de pescado e de atividades recreativas. A decisão, publicada na Portaria nº 323/2026, visa proteger a saúde pública e o meio ambiente após um acidente ambiental ocorrido em abril na BR-116, em Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba.
A medida, que agora se estende até 12 de julho, abrange todas as formas de pesca: profissional, amadora e de subsistência. Além disso, o consumo da água para dessedentação de animais e outras finalidades que possam expor a riscos a saúde está vedado em uma área de dois quilômetros a partir do local do incidente.
A prorrogação das medidas é uma ação preventiva. O acidente envolveu o derramamento de tintas, vernizes e solventes, substâncias consideradas com potencial de contaminação hídrica e da vida aquática pela Organização das Nações Unidas (ONU).
A preocupação central reside na potencial presença de hidrocarbonetos, compostos orgânicos voláteis (VOCs), BTEX e metais pesados. Esses elementos, se presentes na água ou nos organismos aquáticos, podem representar um sério risco à saúde humana, especialmente através do consumo de peixes contaminados.
Análise de Impacto e Medidas de Segurança
O incidente, que resultou na perda de duas vidas, ocorreu quando um caminhão que transportava os materiais perigosos tombou na BR-116, no km 42, próximo à Represa do Capivari. Parte da carga atingiu as margens e adentrou o corpo d’água, desencadeando a necessidade de ações imediatas.
Equipes do Corpo de Bombeiros do Paraná, Polícia Rodoviária Federal e órgãos ambientais agiram prontamente após o acidente para conter os danos. A contenção ambiental e o monitoramento da qualidade da água são cruciais para mitigar os efeitos a longo prazo.
A decisão do IAT está alinhada com os princípios da prevenção e da precaução, pilares da Política Nacional do Meio Ambiente. Essa abordagem garante a salvaguarda dos ecossistemas aquáticos até que análises laboratoriais completas confirmem a segurança da água e do pescado.
O rigor nas análises é fundamental. A avaliação da presença de contaminantes e sua concentração determina o grau de risco para a população e para a vida aquática. A persistência desses compostos no ambiente pode gerar consequências ambientais e de saúde pública que demandam monitoramento contínuo.
Implicações Legais e Futuro da Represa
O descumprimento das determinações estabelecidas pela Portaria nº 323/2026 pode acarretar severas sanções. A legislação ambiental vigente prevê penalidades que vão desde multas administrativas até responsabilidades criminais para os infratores.
É imperativo que a população e os setores envolvidos respeitem as restrições impostas. A conscientização sobre os riscos associados à contaminação da água é um fator determinante para a colaboração e para a recuperação do ecossistema.
A avaliação contínua da qualidade da água e do ecossistema aquático definirá os próximos passos. O IAT acompanha de perto os resultados das análises para determinar a duração das restrições e as medidas de recuperação necessárias.
A segurança hídrica e a saúde da população são prioridades inegociáveis. A gestão responsável de acidentes ambientais como este reforça a importância de políticas públicas robustas e da fiscalização efetiva para a proteção dos recursos naturais.






