Parque Estadual de Vila Velha pode ter preços reduzidos e novas trilhas e ciclovias

🕓 Última atualização em: 19/05/2026 às 20:02

O icônico Passeio do Macuco, uma das principais atrações turísticas no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, está prestes a passar por uma significativa reestruturação. Um novo edital de concessão, lançado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), visa não apenas modernizar a experiência do visitante, mas também torná-la mais acessível e diversificada, prometendo melhorias estruturais e uma potencial redução nos custos de entrada. A iniciativa surge em virtude do término iminente do contrato de concessão vigente.

Considerado o segundo atrativo mais visitado no Brasil, o Passeio do Macuco é conhecido por sua combinação de percurso terrestre imersivo na mata nativa e um emocionante trajeto de barco pelas corredeiras do Rio Iguaçu, aproximando os turistas das imponentes quedas d’água.

Uma das alterações mais substanciais anunciadas é a previsão de uma redução superior a 20% no preço do ingresso. Atualmente, o acesso ao passeio tem um custo de R$ 384 para adultos, um valor que pode ser um impedimento para parte do público.

O novo modelo de concessão também contempla a ampliação de políticas de inclusão. Além de manter os descontos já existentes para residentes da região, o edital propõe a gratuidade para pessoas em situação de vulnerabilidade social, devidamente inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

O Passeio do Macuco tem uma trajetória de aproximadamente quatro décadas de operação, tendo recebido cerca de 370 mil visitantes ao longo de sua história. A expectativa é que a nova gestão revitalize a experiência, integrando novas modalidades e modernizando a infraestrutura.

Modernização e Ampliação das Experiências Turísticas

O contrato de concessão em elaboração detalha um plano robusto de modernização, que abrange desde a infraestrutura básica até a oferta de novas atividades. A introdução de opções de mobilidade sustentável, como a criação de trilhas e ciclovias, visa promover um contato mais ecológico com a natureza circundante e oferecer alternativas de lazer.

Adicionalmente, o edital prevê a renovação completa dos equipamentos utilizados na operação e das estruturas de atendimento ao público. A intenção é assegurar um serviço de alta qualidade, eficiente e seguro para todos os visitantes, minimizando os impactos ambientais inerentes à atividade turística.

As novas diretrizes também se concentram na melhoria da acessibilidade, garantindo que pessoas com diferentes necessidades possam desfrutar plenamente das belezas do parque. A redução dos impactos ambientais é um pilar central, com foco em práticas que conservem a biodiversidade e os ecossistemas locais.

Para além das experiências já consolidadas, a futura concessionária terá a prerrogativa de explorar e implementar outras atividades turísticas, como rafting e cachoeirismo, agregando valor e diversidade ao portfólio de atrações oferecidas no entorno do Parque Nacional.

O plano de investimentos para os 15 anos de concessão está estimado em R$ 85 milhões. Paralelamente, a projeção de receita anual para a operação é de R$ 93 milhões, indicando um potencial significativo de retorno financeiro e de investimento em conservação e desenvolvimento local.

Envolvimento Comunitário e Destinação de Recursos

A concepção do novo edital vai além da simples prestação de serviços turísticos, incorporando uma visão de desenvolvimento sustentável e benefício social. A gestão dos recursos provenientes da concessão prevê uma destinação mista, com a maior parte sendo revertida para a conservação e a outra parte voltada para projetos de impacto social e ambiental.

O contrato de concessão estabelece a cobrança de uma outorga variável e encargos acessórios, ambos equivalentes a 6% da receita operacional bruta. Estima-se que, ao longo de todo o período de concessão, aproximadamente R$ 84 milhões sejam arrecadados pelo governo.

Desse montante, outros R$ 84 milhões serão especificamente alocados em ações de conservação ambiental, proteção de espécies, monitoramento ecológico e em melhorias diretas para as comunidades do entorno. Essa estratégia visa garantir a sustentabilidade a longo prazo do parque e o bem-estar das populações locais.

Os recursos também financiarão iniciativas de educação ambiental, um componente fundamental para a conscientização sobre a importância da preservação, e programas de manejo de espécies dentro das unidades de conservação, contribuindo para a saúde dos ecossistemas.

O processo de leilão para a concessão do Passeio do Macuco já tem datas definidas. O valor mínimo de outorga fixado para o certame é de R$ 37,2 milhões. As propostas das empresas interessadas deverão ser apresentadas até 5 de agosto de 2026, com o leilão ocorrendo no dia 12 de agosto de 2026, na bolsa de valores B3, em São Paulo.

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