O Paraná intensifica esforços em saúde pública animal com o avanço do programa CastraPet, que visa a esterilização gratuita de cães e gatos. A iniciativa, focada em populações de baixa renda, protetores independentes e organizações da sociedade civil, expande sua cobertura com novas etapas de mutirões em diversos municípios. O programa, que desde 2020 já realizou mais de 161 mil cirurgias, demonstra um compromisso contínuo com o controle populacional e a prevenção de doenças.
A saúde única, conceito que interliga a saúde humana, animal e ambiental, é a base do CastraPet. O programa vai além da castração, promovendo a tutela responsável e a educação ambiental. Ações educativas, como a distribuição de cartilhas sobre maus-tratos e a conscientização sobre zoonoses, integram a estratégia.
O investimento no 5º ciclo do programa atingiu R$ 19,8 milhões, um aumento significativo que reflete a ampliação das ações. A contrapartida municipal, somando cerca de R$ 1,8 milhão, é fundamental para a execução das atividades em campo. Este ciclo prevê a esterilização de mais 3,5 mil animais em 36 municípios.
A aplicação de vacinas antirrábicas é outra vertente importante do CastraPet. Com mais de 39 mil doses aplicadas nesta etapa, o programa reforça a vigilância epidemiológica e a proteção da saúde pública contra a raiva, uma zoonose de alto risco.
A microchipagem dos animais esterilizados é um diferencial do programa. Este método de identificação eletrônica auxilia no controle e rastreamento dos animais, contribuindo para a gestão do programa e a segurança dos pets.
A participação dos municípios é um requisito para o programa, que busca integrar ações de saúde e bem-estar animal em todo o estado. A colaboração com ONGs e protetores independentes fortalece a capilaridade e o alcance das iniciativas.
Impacto e Ampliação do Alcance
Desde seu início em 2020, o CastraPet Paraná já alcançou impressionantes 161,2 mil procedimentos cirúrgicos em 395 cidades, cobrindo quase a totalidade do território estadual. A quinta etapa, em particular, planeja atender a 3,5 mil animais em 36 municípios, demonstrando a escalabilidade e a continuidade dos esforços.
O fortalecimento das parcerias público-privadas e com a sociedade civil organizada tem sido crucial para o sucesso do programa. O modelo de saúde única, que integra as esferas de saúde humana, animal e ambiental, é essencial para abordar de forma holística os desafios sanitários e ecológicos do estado.
A conscientização sobre a posse responsável de animais é um pilar fundamental do programa. A distribuição de material educativo e a realização de palestras visam capacitar tutores e a comunidade em geral sobre os cuidados necessários, incluindo a importância da vacinação, desvermifugação e a prevenção de zoonoses.
O programa também investiu na produção de 2.644 mil placas temáticas sobre biodiversidade, ampliando a mensagem de preservação ambiental e a importância dos ecossistemas para a saúde de todos os seres. A colaboração de secretarias municipais e órgãos estaduais garante a logística e a efetivação das ações em campo.
Acesso aos Serviços e Próximos Passos
Para que os cidadãos possam usufruir dos benefícios do CastraPet, o agendamento das cirurgias é realizado diretamente nos pontos indicados pelas prefeituras municipais parceiras. Durante o processo de inscrição, os tutores recebem informações detalhadas sobre os cuidados pré e pós-operatórios.
O programa também fornece a medicação necessária para a recuperação dos animais, garantindo um pós-operatório mais seguro e eficaz. A integração da microchipagem ao procedimento de esterilização permite um registro permanente do animal, facilitando futuras ações de saúde pública e controle.
A expansão do programa está detalhada em cronogramas específicos para cada ciclo. Por exemplo, a segunda fase do 5º ciclo contemplou diversas cidades ao longo de agosto, setembro e novembro, com datas específicas para mutirões em locais como Guaporema, Rondon, Cianorte, Umuarama, Pitanga e outros, assegurando a capilaridade dos serviços.
O financiamento do CastraPet provém de recursos públicos estaduais, com uma significativa contrapartida dos municípios. Este modelo de investimento compartilhado demonstra o compromisso do governo em priorizar a saúde animal e a segurança sanitária da população paranaense.






