Um vídeo de uma onça-parda circulando em Pontal do Sul, balneário de Pontal do Paraná, reacendeu o debate sobre a presença da fauna silvestre em áreas de ocupação humana. As imagens, registradas há aproximadamente um mês e que circularam amplamente nas redes sociais, foram retidas enquanto os órgãos competentes apuravam os fatos e definiam as medidas cabíveis. A situação levou a prefeitura local a divulgar orientações oficiais do Instituto Água e Terra (IAT), órgão ambiental do Governo do Estado do Paraná, sobre como a população deve proceder diante de tais avistamentos.
A aparição do felino, espécie que integra o topo da cadeia alimentar, pode ser um indicativo da boa conservação ambiental da região. A onça-parda (Puma concolor) é o maior felino nativo das Américas e prefere habitats como florestas densas, bordas de mata e corredores ecológicos, ecossistemas presentes na Serra do Mar e no Litoral paranaense. Embora encontros diretos sejam relativamente raros, o uso crescente de câmeras de monitoramento tem contribuído para o aumento de registros em áreas próximas a centros urbanos.
Outra hipótese para a presença do animal nas proximidades de áreas habitadas é a pressão exercida pela expansão urbana. O avanço das cidades tende a restringir cada vez mais o espaço disponível para a fauna silvestre, forçando os animais a buscarem novas áreas para sobreviver. A região litorânea do Paraná, por sua natureza, faz parte de um corredor ecológico de grande importância, o que historicamente justifica a frequência desses animais em tempos passados.
Medidas de Segurança e Ações em Caso de Avistamento
Diante da possibilidade de novos encontros com a onça-parda, o IAT enfatiza a importância de a população e os visitantes adotarem uma postura cautelosa e informada. A principal recomendação é manter a calma e, sob nenhuma circunstância, aproximar-se do animal. A tentativa de parecer maior, levantando os braços e emitindo ruídos, geralmente é suficiente para que o animal se afaste espontaneamente, evitando confrontos desnecessários.
É fundamental que as pessoas não corram, não persigam e não tentem encurralar a onça. Essas ações podem gerar estresse no animal e aumentar o risco de ataques. A captura, o ataque ou a morte de um animal silvestre são crimes ambientais com sérias implicações legais, além de colocarem vidas em perigo. Caso sejam avistados filhotes, a orientação é clara: não tentar resgatá-los ou se aproximar. A comunicação imediata aos órgãos competentes é a atitude correta.
Adicionalmente, a recomendação é redobrar os cuidados durante o período noturno, mantendo animais domésticos, como cães, em locais seguros e protegidos. Essa medida visa minimizar a possibilidade de interações entre a fauna silvestre e os animais de estimação, que podem atrair predadores ou se tornar presas.
Comunicação e Monitoramento Ambiental
A rápida comunicação aos órgãos de fiscalização e proteção ambiental é crucial para o manejo adequado de situações envolvendo fauna silvestre. Em caso de novos avistamentos ou quaisquer ocorrências que envolvam onças-pardas, a população deve contatar imediatamente a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca de Pontal do Paraná através do WhatsApp (41) 93500-7993. Outros canais de contato incluem o Escritório Regional do Litoral do IAT pelo telefone (41) 3422-8718 ou WhatsApp (41) 99554-2406, a Gerência de Biodiversidade do IAT via WhatsApp (41) 99554-0553, e a Polícia Ambiental pelo telefone (41) 3299-1350 ou pelo Disque Denúncia 181.
O Instituto Água e Terra esclarece que, no momento, não há um monitoramento específico em andamento relacionado a este registro particular da onça-parda. No entanto, as equipes técnicas dos escritórios regionais e da sede do órgão permanecem em prontidão para atender a quaisquer ocorrências e oferecer o suporte necessário em casos de animais silvestres em áreas urbanas ou periurbanas, reforçando o compromisso com a conservação da biodiversidade no Paraná.






