Obra do viaduto Curitiba-Pinhais avança para nova fase de construção

🕓 Última atualização em: 24/09/2026 às 18:34

A infraestrutura viária que conectará Curitiba e Pinhais, especificamente a Avenida Victor Ferreira do Amaral à Rodovia Leopoldo Jacomel, atingiu uma marca importante com a conclusão da concretagem das lajes que formarão a base da futura pista. Esta etapa crucial para a estrutura do viaduto envolveu a aplicação de 850 metros cúbicos de concreto, um volume considerável que exigiu o trabalho de aproximadamente 120 caminhões-betoneira.

O material foi cuidadosamente distribuído sobre a estrutura metálica previamente instalada, servindo como um leito robusto que unificou as vigas e moldou o tabuleiro. Esta técnica cria uma base sólida, essencial para a sustentação e durabilidade da via que integrará os dois municípios.

Segundo especialistas, a concretagem do tabuleiro é uma das fases mais complexas da edificação de obras de arte, como são tecnicamente denominados os viadutos. Sua execução demanda um planejamento meticuloso e, neste caso, foi realizada em três momentos distintos para garantir a segurança e a qualidade.

A diretora de Pavimentação da Secretaria Municipal de Obras Públicas destacou a importância da conclusão desta etapa, ressaltando que ela abre caminho para as próximas fases do projeto. A expectativa é que, após o período de cura do concreto e a finalização dos serviços de terra armada, os trabalhos avancem para a instalação do pavimento asfáltico sobre o viaduto.

Avaliação da Fase de Concretagem e os Próximos Passos

A fase de concretagem é fundamental para a integridade estrutural de qualquer obra de grande porte como esta. A utilização de um volume tão expressivo de concreto visa garantir a resistência necessária para suportar o tráfego intenso previsto, além de outras condições ambientais.

O processo de terra armada, que prossegue em paralelo, é outra técnica de engenharia civil que contribui significativamente para a estabilidade. Envolve o uso de solo compactado em camadas alternadas com elementos de reforço, criando um maciço resistente e autoportante, vital para os aterros de cabeceira e a formação das vias de acesso.

Simultaneamente, equipes trabalham na instalação das chamadas barreiras New Jersey, sistemas de contenção de concreto projetados para aumentar a segurança dos usuários, separando fluxos de tráfego e absorvendo impactos em caso de colisões. Esses elementos são posicionados nas laterais da nova pista.

A instalação das barreiras de segurança e o aterramento em terra armada são serviços complementares que garantem a funcionalidade e a segurança do trecho, preparando-o para receber as camadas finais de pavimentação. A compactação do solo é um processo rigoroso para assegurar que não haverá recalques futuros.

Implicações do Novo Viaduto para a Mobilidade Regional

A construção deste novo viaduto é parte integrante do Projeto Inter 2, um ambicioso plano de mobilidade urbana que visa otimizar o fluxo de veículos e a integração entre a capital e municípios vizinhos. O empreendimento abrange não apenas o viaduto principal, mas também a construção de pontes sobre o Rio Atuba, a criação de novas rotatórias e a requalificação de diversas vias.

O viaduto em questão terá uma dimensão considerável, com 155 metros de comprimento e 25,03 metros de largura, projetado para comportar três faixas de rolamento em cada sentido. Essa capacidade ampliará significativamente o escoamento de veículos, reduzindo congestionamentos e o tempo de deslocamento para milhares de pessoas.

Além do viaduto, o projeto contempla melhorias abrangentes no sistema viário, incluindo a implantação de novos pavimentos, a construção de calçadas para pedestres e a modernização da iluminação pública. Esses investimentos visam criar um ambiente urbano mais seguro, acessível e moderno para todos os usuários.

A intervenção se estende por uma área significativa, com foco na melhoria do sistema de drenagem e na requalificação das vias adjacentes, beneficiando diretamente a população de Curitiba e Pinhais. O objetivo é criar uma infraestrutura mais resiliente e funcional, adaptada às necessidades atuais e futuras de mobilidade.

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