Nova passarela metálica revitaliza paisagem do Rio Barigui em Curitiba

🕓 Última atualização em: 28/08/2026 às 19:13

Curitiba avança na infraestrutura urbana com a instalação de uma nova passarela metálica sobre o Rio Barigui, conectando as ruas Júlia Domakoski e Tito Calderari. A substituição da antiga estrutura de madeira visa proporcionar maior segurança e durabilidade, atendendo a demandas da comunidade local registradas através do programa Fala Curitiba. A complexa operação de transporte da nova passarela exigiu planejamento logístico e acompanhamento de trânsito especializado.

A chegada da nova estrutura ao local de instalação demandou um cuidado especial de trânsito. Veículos de grande porte, com até 19 metros de comprimento, foram utilizados no transporte das peças. Agentes da Superintendência de Trânsito (Setran) foram mobilizados para orientar motoristas e controlar o fluxo de veículos, garantindo a segurança durante as manobras necessárias pela região.

A fabricação da passarela ocorreu na Região Metropolitana de Curitiba. O transporte está sendo realizado em etapas, com a posterior elevação da estrutura por um guindaste até sua posição final sobre o rio. Esta operação faz parte de um projeto mais amplo de revitalização e ampliação de vias de acesso na capital.

O objetivo principal da obra é restabelecer uma importante travessia para pedestres, que já fazia parte da rotina dos moradores. A nova passarela, com 27 metros de extensão, visa ampliar as opções de mobilidade a pé e facilitar o acesso entre as duas margens do Rio Barigui, integrando o PRO Curitiba, programa municipal de obras e revitalização.

Segurança e Resistência Estrutural

A nova passarela foi concebida para oferecer maior resistência e segurança, especialmente em condições climáticas adversas. A estrutura anterior, feita de madeira, não suportou a força da correnteza durante um episódio de chuva intensa, que elevou significativamente o nível do Rio Barigui e resultou em sua destruição. Esta experiência ressaltou a necessidade de uma engenharia mais robusta para evitar futuros incidentes.

O Departamento de Pontes e Drenagem da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop) detalha que a nova passarela metálica foi projetada com reforços estruturais. Uma das principais mudanças é a elevação da sua altura em relação ao leito do rio. Esta alteração visa aumentar a distância entre a travessia e a água, oferecendo uma margem de segurança maior quando o nível do Barigui subir.

Essa precaução é fundamental, principalmente em períodos de chuvas intensas. A nova estrutura ficará posicionada mais afastada da água, minimizando os riscos de danos causados pela força da correnteza e pela subida do nível do rio, garantindo a continuidade do acesso para a comunidade.

Segundo o engenheiro João Vidal Filho, do Departamento de Pontes e Drenagem da Smop, a elevação da passarela foi uma medida de segurança calculada para lidar com as condições hidrológicas atuais do rio. A nova altura proporciona uma proteção adicional contra eventos de cheia, um aspecto crucial para a longevidade da infraestrutura.

Impacto e Prazos da Obra

A implantação completa da nova passarela está estimada em aproximadamente 60 dias. Este prazo abrange todas as fases do projeto, desde a preparação do terreno e o transporte das peças metálicas até a montagem final e os ajustes necessários para garantir a segurança da operação e a qualidade da obra.

A substituição e recuperação de pontes e passarelas são ações contínuas dentro do programa PRO Curitiba. O objetivo é melhorar a mobilidade urbana, conectar bairros e otimizar o fluxo de pessoas e veículos, além de prevenir danos estruturais maiores que poderiam surgir de pequenos problemas não solucionados.

Desde 2025, mais de 300 intervenções foram realizadas em pontes e passarelas por toda a cidade, incluindo implantações, substituições e recuperações. Paulo Vitor Lucca, diretor do Departamento de Pontes e Drenagem, enfatiza que essas ações de manutenção preventiva e investimento em infraestrutura resultam em economia a longo prazo, evitando custos maiores com reparos emergenciais.

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