Museu a céu aberto no Centro de Curitiba expõe obras famosas em pontos turísticos

🕓 Última atualização em: 06/06/2026 às 11:09

O centro histórico de Curitiba tem se transformado em uma vasta galeria de arte a céu aberto, apresentando um acervo riquíssimo de esculturas, painéis e murais que enriquecem o cotidiano da cidade. A iniciativa visa não apenas preservar o patrimônio cultural, mas também revitalizar a região central, atraindo moradores e turistas para um espaço que combina história, arte e vida urbana.

Diversas obras de artistas renomados, como Erbo Stenzel, Humberto Cozzo e Poty Lazzarotto, pontuam a paisagem urbana, cada uma contando uma história ou representando um aspecto da identidade paranaense. A curadoria e manutenção desses elementos artísticos são parte fundamental das políticas públicas voltadas para a valorização do espaço público.

O programa “Curitiba de Volta ao Centro” tem sido um motor importante para a reocupação e dinamização da área central. Através de incentivos e ações integradas, a prefeitura busca aprimorar a infraestrutura, a mobilidade, a oferta cultural e de lazer, além de reforçar a segurança, com o objetivo de tornar o centro um local mais vibrante e atrativo.

Preservação e Ampliação do Legado Artístico

A gestão pública tem investido na conservação e restauração de obras já existentes, muitas das quais são executadas no Ateliê de Esculturas do Memorial Paranista. Essa atenção à manutenção garante que o patrimônio artístico permaneça acessível e em bom estado para as futuras gerações.

Além da recuperação, novas intervenções artísticas têm sido incorporadas ao acervo. A instalação de estátuas e murais recentes demonstra um compromisso contínuo com a expansão da arte pública, refletindo a história e a cultura contemporânea da cidade. Essas novas peças buscam dialogar com o público de forma interativa, incentivando a aproximação e o contato com a arte.

Obras como a estátua em homenagem a Jaime Lerner e o mural “Largo da Ordem 360º” são exemplos de como a arte pode ser utilizada para celebrar personalidades e locais emblemáticos, fortalecendo o senso de pertencimento e o orgulho pela cidade. A curadoria dessas novas obras considera a relevância histórica e o impacto cultural no ambiente urbano.

A integração entre o poder público, artistas e a comunidade é essencial para o sucesso dessas iniciativas. O diálogo constante e a participação social garantem que as intervenções artísticas atendam aos anseios da população e contribuam para a construção de uma cidade mais humana e culturalmente rica.

Um Passeio pela História e Arte Urbana

O conjunto escultórico na Praça 19 de Dezembro, composto pelas obras “Homem Paranaense” e “Justiça” (popularmente conhecidas como Homem e Mulher Nus), e um painel em alto-relevo sobre a história econômica do Paraná, são marcos icônicos. Criadas por Erbo Stenzel e Humberto Cozzo, essas peças em granito, datadas de 1953, celebram o centenário da emancipação política do estado e, em seu reverso, ostentam o primeiro mural em azulejos de Poty Lazzarotto em Curitiba, retratando a evolução histórica paranaense.

Nas proximidades, na Travessa Nestor de Castro, o mural “Imagens da Cidade”, de Poty Lazzarotto, é um espetáculo visual de 490m², que celebra os 300 anos de Curitiba com representações de seus principais pontos turísticos e símbolos naturais. A obra, executada em cerâmica, destaca a arquitetura e a fauna local, sendo considerada a maior do gênero no país. A mesma travessa abriga o mural “O Largo da Ordem”, que evoca a memória da Curitiba antiga e a chegada dos imigrantes, com representações de edifícios históricos.

Outros destaques incluem a escultura “Fonte da Memória”, conhecida como “O Cavalo Babão”, de Ricardo Tod, na Praça Garibaldi, que homenageia o período em que a região era ponto de encontro de colonos e tropeiros. No calçadão da Rua XV de Novembro, obras como a estátua relacional de Jaime Lerner, do escultor Elvo Benito Damo, e a homenagem à primeira engenheira negra do Brasil, Enedina Alves Marques, de Rafael Sartori, convidam à interação e reflexão sobre personalidades que moldaram a história local.

A diversidade de materiais e estilos, como bronze, granito e azulejo, empregados por artistas como João Turin, Maria Inès Di Bella e Simon Taylor, compõe um panorama artístico multifacetado. As obras exploram desde figuras históricas e culturais até temas abstratos e contemporâneos, enriquecendo a experiência urbana e tornando o centro de Curitiba um verdadeiro museu a céu aberto, acessível a todos.

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