Mulher com perna quebrada é resgatada de helicóptero em famosa montanha da Grande Curitiba

🕓 Última atualização em: 27/09/2026 às 16:21

Um incidente em área de montanha mobilizou equipes de resgate no último domingo (27 de setembro), quando uma trilheira sofreu uma queda e resultou em fratura exposta na perna. O fato ocorreu durante a ascensão a um dos picos mais conhecidos da Serra da Baitaca, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. A complexidade do terreno e a necessidade de acesso rápido à vítima exigiram o emprego de recursos aéreos do Corpo de Bombeiros.

O acidente aconteceu próximo às 13h30, com o acionamento do helicóptero do Corpo de Bombeiros se dando pouco tempo depois para agilizar o socorro.

A vítima, que já havia completado a subida ao Morro do Samambaia, de altitude aproximada de 1.350 metros, preparava-se para seguir ao seu destino final, o Anhangava (1.420 metros), quando ocorreu a queda.

A cena do resgate aéreo foi registrada por outros praticantes de montanhismo que se encontravam na região, demonstrando a visibilidade da operação.

A região da Serra da Baitaca é um destino popular para amantes do ecoturismo e esportes de aventura, atraindo um número considerável de visitantes, especialmente nos finais de semana.

A presença de múltiplas trilhas com diferentes níveis de dificuldade torna a área um atrativo para um público diversificado, desde iniciantes até montanhistas mais experientes.

No entanto, a beleza cênica e os desafios naturais também exigem atenção redobrada por parte dos visitantes, em relação à segurança e ao preparo.

Segurança em Trilha: Preparo é a Chave

Especialistas e autoridades em segurança de montanha enfatizam que a prática do montanhismo, mesmo em trilhas consideradas de nível fácil, demanda um planejamento cuidadoso e condições físicas adequadas.

O conhecimento prévio sobre as características do percurso, como tipo de terreno, inclinação e possíveis obstáculos, é fundamental para evitar imprevistos.

Informações detalhadas sobre as trilhas podem ser obtidas em guias especializados, sites de turismo de aventura e, de forma valiosa, através de relatos de outros montanhistas.

A recomendação de realizar as atividades em grupo, com acompanhamento de pessoas experientes, aumenta significativamente o fator segurança.

No caso específico do Anhangava e do Samambaia, apesar de suas trilhas serem classificadas como fáceis, ambas apresentam desafios que requerem atenção.

A subida direta ao Anhangava, por exemplo, inclui um trecho com paredão e grampos, além de uma rampa de pedra com inclinação acentuada, demandando técnica e força.

Conforme o Major Ícaro Gabriel Greinert, do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, a condição física é um fator primordial.

“Um dos principais alertas que fazemos é sobre a necessidade de ter uma condição física razoável”, afirma o oficial.

Ele explica que uma parte considerável dos atendimentos do GOST envolve pessoas que não conseguem completar a subida por esgotamento físico ou atingem o cume em exaustão, o que dificulta o retorno seguro.

Lesões como a ocorrida no último final de semana sublinham a importância de se respeitar os limites do corpo e do ambiente, priorizando sempre a segurança.

A Importância da Prevenção e do Socorro Especializado

Acidentes em áreas de difícil acesso, como as montanhas, evidenciam a necessidade de um sistema de resposta a emergências eficiente e bem equipado.

O emprego de helicópteros em resgates de montanha é um exemplo de como a tecnologia e o investimento em infraestrutura podem salvar vidas, agilizando o atendimento em situações críticas.

Essa modalidade de resgate, conhecida como resgate aeromédico, permite alcançar locais remotos em tempo significativamente menor do que o acesso terrestre.

Além do transporte rápido da equipe de resgate e da vítima, os helicópteros também facilitam a evacuação em casos onde a mobilidade do paciente está severamente comprometida.

O planejamento de rotas seguras, a avaliação das condições climáticas e a expertise da tripulação são fatores cruciais para o sucesso dessas operações.

A prevenção, contudo, continua sendo a estratégia mais eficaz para minimizar a ocorrência desses incidentes, promovendo uma cultura de segurança entre os praticantes de atividades ao ar livre.

Educação sobre riscos, equipamentos adequados e o respeito às limitações individuais e ambientais são pilares essenciais para a segurança em qualquer aventura em trilhas.

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