IAT prorroga proibição de pesca e uso da água na represa do Capivari

🕓 Última atualização em: 07/06/2026 às 23:55

As atividades de pesca, incluindo as modalidades profissional, amadora e de subsistência, bem como o consumo de pescado e o uso da água da Represa do Capivari, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, permanecem sob rigorosa restrição. O Instituto Água e Terra (IAT) estendeu por mais 40 dias a proibição que também abrange atividades recreativas como banho e natação, visando à proteção da saúde pública e do ecossistema aquático.

A prolongada interdição é uma resposta direta a um acidente ambiental de grande repercussão ocorrido em 26 de abril na BR-116, também em Campina Grande do Sul. Na ocasião, um caminhão que transportava tintas, vernizes e solventes tombou na rodovia, e parte significativa de sua carga foi lançada nas águas da represa.

A extensão da restrição, que agora se estende até 12 de julho, é uma medida de segurança e precaução. O objetivo é salvaguardar a população de potenciais riscos associados à contaminação da água e dos organismos aquáticos.

O IAT determinou que a proibição de uso da água se estende por um raio de dois quilômetros a partir do ponto do acidente. Essa área ampliada visa a abranger qualquer disseminação de substâncias perigosas, garantindo um perímetro de segurança robusto.

A classificação das substâncias derramadas, conforme a Organização das Nações Unidas (ONU), indica um alto potencial de contaminação. A presença de hidrocarbonetos, compostos orgânicos voláteis (VOCs), BTEX e metais pesados na água e nos organismos aquáticos é uma preocupação central.

A saúde pública está diretamente ameaçada pela possibilidade de consumo de pescado contaminado. A ingestão desses compostos pode acarretar sérios problemas de saúde a longo prazo, justificando a severidade das medidas adotadas.

Ações de resposta e análise ambiental

Imediatamente após o incidente, equipes do Corpo de Bombeiros do Paraná (CBMPR), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e órgãos ambientais foram mobilizadas para o local. A prioridade foi o atendimento emergencial, a contenção do vazamento e a mitigação dos danos ambientais.

O descumprimento das determinações do IAT acarreta sanções previstas na legislação ambiental. Penalidades administrativas e criminais podem ser aplicadas aos infratores, reforçando a seriedade com que as autoridades tratam a preservação ambiental.

A decisão de prorrogar as restrições fundamenta-se nos princípios da prevenção e da precaução, pilares da Política Nacional do Meio Ambiente. A integridade dos ecossistemas aquáticos é um valor inalienável até que as análises laboratoriais confirmem a completa recuperação da qualidade da água.

A importância da monitorização contínua

A complexidade das substâncias envolvidas e a extensão da área potencialmente afetada demandam um acompanhamento rigoroso. A monitorização contínua da qualidade da água e da biota aquática é essencial para determinar o momento seguro de restabelecer as atividades na represa.

A recuperação de um corpo hídrico impactado por este tipo de contaminação é um processo que exige tempo e expertise. As autoridades reiteram a importância da colaboração da população e a necessidade de respeitar as proibições para garantir a segurança de todos e a restauração ambiental.

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