Empresário é preso no Paraná suspeito de violentar mulheres com falsas ofertas de emprego

🕓 Última atualização em: 03/09/2026 às 17:22

Um empresário de 47 anos foi detido nesta quinta-feira (3) em Ponta Grossa, Paraná, sob suspeita de envolvimento em crimes sexuais contra pelo menos seis mulheres. As investigações da Polícia Civil do Paraná (PCPR) apontam que o homem teria utilizado falsas propostas de emprego como método para abordar suas vítimas, explorando a vulnerabilidade em busca de oportunidades laborais.

O caso veio à tona após o relato de uma jovem de 18 anos que procurou as autoridades, alegando ter sido vítima de estupro no início deste ano. Segundo o depoimento inicial, a abordagem teria ocorrido em uma rua do bairro Boa Vista, onde o suspeito se apresentou oferecendo uma vaga de emprego como babá.

A narrativa da vítima detalha que, após iniciar uma conversa supostamente profissional, o indivíduo teria forçado a jovem a entrar em seu veículo, onde a violência sexual ocorreu. A vítima não conhecia a identidade do agressor, mas pôde fornecer características físicas que, posteriormente, auxiliariam os investigadores na identificação do suspeito.

As investigações conduzidas pela PCPR revelaram um histórico preocupante para o empresário. Em 2020, ele já havia sido indiciado em dois inquéritos policiais com base em denúncias de abuso sexual apresentadas por três mulheres distintas. Estes casos culminaram em condenação judicial.

De acordo com a delegada Claudia Kruger, responsável pela investigação, o empresário já cumpria, à época de sua nova prisão, uma medida de monitoração eletrônica decorrente das condenações anteriores. Isso demonstra um padrão de comportamento que persiste apesar das sanções impostas pela justiça.

As diligências também trouxeram à luz outros incidentes ocorridos em julho deste ano, na cidade de Carambeí, também na região dos Campos Gerais. Nesses episódios, o suspeito teria abordado duas mulheres com ofertas de emprego semelhantes, incluindo uma proposta financeira para a realização de atos de natureza sexual. Uma das vítimas era adolescente, o que agrava a gravidade das acusações.

O avanço das investigações e o reconhecimento inequívoco realizado pela vítima de 18 anos, que identificou o empresário como o autor do estupro denunciado no início do ano, foram determinantes para que a Polícia Civil solicitasse a prisão preventiva do investigado. A Justiça atendeu ao pedido, autorizando não apenas a detenção, mas também a realização de buscas para apreender possíveis evidências materiais ligadas aos crimes.

A prisão efetiva ocorreu na manhã desta quinta-feira (3). Após os trâmites legais e procedimentos policiais, o empresário foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde aguardará o andamento do processo judicial. A PCPR reforça a importância da colaboração da sociedade para a elucidação de crimes e a garantia de justiça.

A Polícia Civil do Paraná disponibiliza canais para que qualquer cidadão possa repassar informações relevantes para investigações. As denúncias podem ser feitas de forma anônima através do número 197, da própria PCPR, ou pelo 181, do Disque-Denúncia. Esses mecanismos visam proteger a identidade de quem colabora com a justiça.

Em situações de flagrante delito, onde um crime está acontecendo no momento, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo número 190. O tempo de resposta pode ser crucial para a intervenção e proteção das vítimas, bem como para a prisão de suspeitos em ação.

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