Defesa Civil do Paraná aponta 30 municípios com estragos falta de água e luz em diversas regiões

🕓 Última atualização em: 22/09/2026 às 11:24

O Paraná amanheceu sob o impacto de severas intempéries. Vendavais e chuvas de granizo assolaram, nas últimas horas, ao menos 30 municípios, de acordo com o último boletim da Defesa Civil estadual divulgado nesta terça-feira. Os danos incluem extensos destelhamentos de residências, a queda de inúmeras árvores e postes, impactando a infraestrutura urbana e rural em diversas regiões. O levantamento detalhado dos estragos e das necessidades de cada localidade segue em curso.

Os alertas emitidos pela Defesa Civil, em colaboração com o Sistema de Meteorologia do Paraná (Simepar), indicaram um cenário de risco elevado. Durante a noite de segunda-feira e a madrugada de terça, foram expedidos 40 avisos, sendo 18 classificados como de risco muito alto e 22 de risco alto, sinalizando a iminência de eventos climáticos extremos.

A preocupação se estende a diversas áreas geográficas do estado. A Região Metropolitana de Curitiba, com municípios como Tijucas do Sul e Agudos do Sul, figura entre as mais afetadas. O Norte Central, incluindo Maringá e Apucarana, e o Oeste, com Formosa do Oeste e Assis Chateaubriand, também registraram prejuízos significativos. Outras regiões como o Centro-Oriental, Norte Pioneiro e Centro-Sul também tiveram municípios com registros de ocorrências.

Impactos na Rede Elétrica e Abastecimento Hídrico

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) mobilizou suas equipes em caráter emergencial para restabelecer o fornecimento de energia elétrica para aproximadamente 161,9 mil unidades consumidoras. A região Norte do estado é a mais atingida, concentrando mais de 80 mil unidades sem energia. O Noroeste e os Campos Gerais também enfrentam interrupções em larga escala, enquanto a Região Metropolitana de Curitiba e o Oeste apresentam milhares de unidades afetadas.

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) também reporta dificuldades. As quedas de energia afetaram diretamente os sistemas de captação e distribuição de água. Em Maringá, a captação do Rio Pirapó foi paralisada, e o abastecimento em órgãos públicos está sendo feito com caminhões-pipa. Umuarama e Assis Chateaubriand, no Oeste, também sofrem com a falta de energia em suas unidades operacionais e poços.

O rompimento de uma tubulação de grande porte em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, agrava a situação. A Sanepar orienta a população a priorizar o uso da água tratada para higiene e alimentação, e a adiar atividades não essenciais que demandem grande consumo hídrico. A instabilidade climática tem levado à ativação de geradores em áreas críticas para mitigar os impactos no abastecimento.

Condições das Vias e Comunicações Aéreas

A infraestrutura viária do estado também sofreu com as tempestades. O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) e a Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL) monitoram trechos que apresentaram intercorrências. Na PR-662, uma fissura em um barranco exige acompanhamento constante devido ao risco de deslizamentos. Outras rodovias registraram perda de estruturas de proteção e erosões causadas pelo alto volume de água.

A capacidade de resposta emergencial foi comprometida pela interrupção do serviço de telefonia do SAMU (192) para a capital, região metropolitana, litoral e União da Vitória. A orientação para acionamentos de urgência é que a população utilize o número 193 do Siate e dos Bombeiros. Essa falha na comunicação pode impactar o tempo de resposta em situações críticas, exigindo maior atenção das equipes de resgate.

A série de eventos climáticos extremos evidencia a vulnerabilidade das cidades paranaenses diante de fenômenos naturais cada vez mais intensos e frequentes. A reconstrução e a adaptação da infraestrutura pública se tornam desafios prementes para garantir a segurança e o bem-estar da população em face das mudanças climáticas.

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