Curitiba se prepara para uma série de iniciativas focadas na promoção da leitura e na conscientização sobre a sustentabilidade da produção de papel. Em alusão ao Dia Mundial do Livro, celebrado em 23 de abril, a capital paranaense sediará eventos de troca de livros e o lançamento de um concurso de redação voltado para estudantes do ensino médio. As ações buscam conectar a sociedade à importância do livro como objeto cultural e ao ciclo de vida de sua matéria-prima.
A principal atividade, intitulada #CirculeUmLivro, transformará o centro da cidade em um ponto de encontro para amantes de literatura. Entre os dias 22 e 24 de abril, o Calçadão da Rua XV, compreendendo o trecho entre a Boca Maldita e a Praça Osório, será palco para uma grande feira de troca de livros. A proposta é incentivar a economia circular e o acesso democrático ao conhecimento, permitindo que qualquer pessoa deixe uma obra e leve outra, ou simplesmente retire um livro sem a necessidade de troca.
Paralelamente, no dia 26 de abril, a Praça Belvedere, no Largo da Ordem, também receberá atividades. A programação incluirá contação de histórias, oficinas de desenho para crianças e a participação de membros da Academia Paranaense de Letras (APL), reforçando o caráter cultural e educativo do evento.
Uma novidade desta edição é a instituição do Concurso de Redação APRE Florestas. Voltado para os alunos do 1º ano do Ensino Médio da rede estadual, o concurso terá como tema central os “Plantios florestais e papel: suas funções, importância e presença na sociedade”. As inscrições serão abertas em 23 de abril e se estenderão até 14 de agosto de 2026, com o objetivo de estimular a reflexão sobre a origem dos livros que consumimos e a cadeia produtiva por trás deles.
A cadeia produtiva do papel e a importância das florestas plantadas
A iniciativa #CirculeUmLivro, organizada nacionalmente pela Ibá (Indústria Brasileira de Árvores) e executada no Paraná pela APRE Florestas em parceria com a Embrapa Florestas, visa desmistificar a produção do papel. Diferentemente do senso comum, a maior parte do papel utilizado na indústria gráfica provém de florestas plantadas, manejadas de forma sustentável.
Fabio Brun, presidente da APRE Florestas, destaca a relevância de comunicar esse processo. “As florestas plantadas estão inseridas no cotidiano de todos nós, fornecendo matéria-prima renovável, dando origem a inúmeros produtos sustentáveis que consumimos diariamente, entre eles o papel”, explica Brun. Essa matéria-prima, quando proveniente de manejo certificado, garante a renovabilidade e a gestão responsável dos recursos naturais.
A exploração de árvores de florestas plantadas para a fabricação de papel contribui para a redução da pressão sobre florestas nativas, um ponto crucial na conservação da biodiversidade. Além disso, o ciclo de vida dessas florestas, que são replantadas após o corte, assegura a contínua absorção de carbono da atmosfera, um benefício ambiental significativo. A tecnologia e a ciência aplicadas nesse setor buscam otimizar a produção, reduzir o consumo de água e energia, e minimizar o impacto ambiental geral.
Além da troca: o livro como símbolo de desenvolvimento e cultura
A campanha #CirculeUmLivro transcende a simples troca de exemplares, buscando valorizar o livro como um vetor de desenvolvimento social e cultural. Ao promover o acesso à leitura, os organizadores esperam fomentar a educação, o senso crítico e a criatividade da população.
A ênfase na origem sustentável do papel, por sua vez, educa o consumidor sobre escolhas mais conscientes. A parceria com diversas empresas do setor gráfico e editorial, como BO Paper, Editora Melhoramentos, Papirus, Suzano e Gráficas como Leograf e Santa Inês, demonstra o engajamento do setor em comunicar suas práticas e valores. A iniciativa é um convite à reflexão sobre o impacto de nossas escolhas de consumo.
A expectativa é que esses eventos inspirem não apenas a leitura, mas também uma maior apreciação pela cadeia produtiva que torna os livros possíveis, reforçando a importância da inovação e da sustentabilidade em todos os setores da economia.






