Com a proximidade de eventos esportivos e festividades, o uso de fogos de artifício volta a ser um ponto de atenção para a segurança pública. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) emite alertas sobre os riscos associados à manipulação desses artefatos, destacando a necessidade de medidas preventivas para evitar acidentes graves, que podem incluir desde queimaduras severas até incêndios de grandes proporções e danos à infraestrutura elétrica.
A atenção à segurança não se limita apenas ao momento da ignição dos fogos. A escolha e aquisição correta do material são passos fundamentais. É essencial que os consumidores busquem estabelecimentos comerciais legalmente habilitados para a venda de fogos de artifício.
Verificar a certificação de segurança do produto, garantindo que ele atende aos padrões exigidos, é um cuidado indispensável. A documentação comprova que o artefato passou por testes rigorosos e está em conformidade com as normas técnicas.
Igualmente importante é a leitura atenta e o cumprimento integral das instruções fornecidas pelo fabricante. Cada tipo de foguete, rojão ou morteiros possui especificações de uso, distâncias de segurança e métodos de acendimento que devem ser rigorosamente seguidos.
A preparação e o ambiente para a soltura de fogos são cruciais para a prevenção de acidentes.
O local escolhido para a queima de fogos deve ser um espaço aberto, longe de edificações, fiações elétricas, postes, vegetação seca e quaisquer outros materiais inflamáveis. A presença de água ou um extintor de incêndio próximo pode ser um diferencial em caso de emergências.
O manuseio deve ser realizado por adultos responsáveis, que compreendam os riscos e saibam como agir. Crianças e adolescentes não devem ser autorizados a manusear fogos de artifício, mesmo sob supervisão, devido à sua menor capacidade de discernimento e reação em situações de perigo.
É fundamental também que se respeitem as leis e regulamentos locais sobre a queima de fogos, que podem variar significativamente de um município para outro. Em muitas cidades, há restrições quanto aos tipos de artefatos permitidos e aos horários de uso.
Os efeitos adversos do uso inadequado de fogos de artifício vão além dos acidentes diretos.
A poluição sonora causada pelos fogos de artifício é um fator de estresse considerável para crianças pequenas, idosos, pessoas com sensibilidade auditiva e animais de estimação. O barulho excessivo pode desencadear crises de ansiedade e medo.
Além disso, os resíduos gerados após a queima podem contaminar o solo e a água, e a fumaça liberada contribui para a poluição do ar, impactando a saúde respiratória de populações em áreas urbanas densamente povoadas. A busca por alternativas mais seguras e menos impactantes para as celebrações é um debate cada vez mais presente.






