O Paraná intensifica esforços na prevenção e combate a incêndios florestais com o lançamento da 6ª Campanha Estadual. A iniciativa visa alertar a população sobre os riscos, especialmente durante o período de estiagem, que se estende de maio a outubro. A maioria dos focos de incêndio, cerca de 90%, tem origem em ações humanas, o que reforça a necessidade de conscientização e responsabilidade coletiva.
Em 2025, o estado registrou mais de 17 mil focos de incêndio, com mais de 9 mil casos específicos de queimada de vegetação. Esses dados evidenciam a urgência de medidas preventivas eficazes, visto que as condições climáticas secas e quentes propiciam a rápida disseminação das chamas, afetando ecossistemas, fauna e a segurança da população.
A campanha, sediada em Curitiba, é uma articulação entre o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A colaboração abrange o setor produtivo, entidades ambientais e diversos órgãos públicos, demonstrando um compromisso conjunto para mitigar os danos.
Mensagens como “Onde há fumaça, há quem solicita ajuda” e “Onde há fumaça, há animais em fuga” buscam sensibilizar a sociedade sobre as consequências devastadoras dos incêndios. A abordagem da campanha não se limita a alertas verbais; ela inclui a distribuição de materiais informativos como folders e cartilhas.
Esses materiais são ferramentas essenciais para educar a população sobre práticas seguras e os perigos associados ao uso do fogo em áreas de vegetação, especialmente durante a temporada de risco. A disseminação dessas informações é crucial para moldar comportamentos e prevenir incidentes futuros.
A colaboração interinstitucional é um pilar fundamental da campanha.
A Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre Florestas) é uma das 16 instituições parceiras. A união de esforços com a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) e o Simepar – Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, entre outros, fortalece a rede de resposta e prevenção.
Essa ampla rede de colaboração garante a capilaridade das ações de prevenção e a agilidade na resposta a eventuais focos de incêndio. A expertise de cada entidade contribui para uma estratégia mais robusta e abrangente, desde o monitoramento meteorológico até o combate direto.
O engajamento do setor produtivo, muitas vezes o mais afetado por esses desastres, é vital para a disseminação de boas práticas agrícolas e a promoção de uma cultura de prevenção. A conscientização sobre o uso responsável do fogo, mesmo em atividades agropecuárias regulamentadas, é um ponto chave.
O uso de mídias digitais, aliado a materiais impressos, amplia o alcance da campanha, atingindo diferentes públicos e faixas etárias. A informação acessível e diversificada é a base para que cada cidadão se torne um agente de prevenção, reportando focos e adotando comportamentos seguros.
A redução da incidência de incêndios florestais depende diretamente da participação ativa da comunidade.
A persistência de incêndios com origem humana ressalta a necessidade de um trabalho contínuo de educação ambiental e conscientização sobre os impactos socioambientais e econômicos. O fogo descontrolado não apenas destrói a vegetação, mas também ameaça a biodiversidade, a qualidade do ar e a segurança das comunidades.
O desenvolvimento de estratégias de comunicação eficazes, que abordem a gravidade da situação e destaquem a importância da colaboração mútua, é essencial. A meta é transformar a percepção da população, incentivando a responsabilidade individual e coletiva na proteção do patrimônio natural do Paraná.
A campanha anual serve como um lembrete da fragilidade dos ecossistemas frente às ações humanas e às condições climáticas adversas. Investir em prevenção é mais eficaz e menos custoso do que o combate aos incêndios já deflagrados.






