A infraestrutura aeroportuária no Sudoeste do Paraná está passando por uma profunda reformulação, com destaque para o Aeroporto Regional Professor Juvenal Loureiro Cardoso, em Pato Branco. A expansão em curso visa não apenas aumentar a capacidade de passageiros, mas também otimizar o fluxo logístico e a conectividade regional, um passo crucial para o desenvolvimento econômico e social da área.
Recentemente, foi assinada a ordem de serviço para a construção de um novo terminal de passageiros, um investimento substancial que reflete a visão de longo prazo para a região. O projeto, orçado em aproximadamente R$ 30 milhões, provém de recursos estaduais, administrados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL).
A mudança é drástica: o terminal atual, com seus 700 metros quadrados, será substituído por uma estrutura moderna de 6,4 mil metros quadrados. Essa ampliação, quase dez vezes maior, permitirá o atendimento simultâneo de cerca de 180 passageiros, um salto significativo em comparação com a capacidade atual. A previsão de conclusão das obras é de 900 dias.
A viabilização desta obra contou com uma parceria estratégica, onde a Cooperativa Habitacional de Pato Branco (Coohapab) doou uma área de cerca de 7 mil metros quadrados. Essa colaboração público-privada foi fundamental para viabilizar a implantação do novo terminal, que também prevê a capacidade de operar com até dois voos simultaneamente e dispor de um pátio para acomodar três aeronaves.
Avanços Estratégicos e Potencial Logístico
A expansão do aeroporto de Pato Branco transcende o mero aumento de passageiros. A iniciativa é vista como um motor para a ampliação da capacidade logística da região Sudoeste, que experimenta um pujante crescimento econômico e tecnológico. Essa vocação regional exige um planejamento infraestrutural robusto para dar suporte a essas dinâmicas.
Com a nova estrutura, o aeroporto estará apto a receber aeronaves de maior porte, como o Embraer E195, comumente utilizado por companhias aéreas e capaz de transportar cerca de 144 passageiros. Essa nova realidade operacional visa aprimorar tanto o transporte de pessoas quanto o de cargas, fortalecendo a cadeia produtiva local.
Além da edificação do terminal, o convênio entre o governo estadual e a prefeitura de Pato Branco abrange outras intervenções essenciais. Estão previstas a ampliação da pista de pouso e decolagem, a construção de uma nova taxiway, e a implantação de um moderno sistema de balizamento. Essas obras complementares são cruciais para a segurança e a eficiência das operações.
Anteriormente, o aeroporto já havia recebido investimentos em pavimentação asfáltica, recapeamento e sinalização horizontal da pista, pátio de manobras e taxiway. A instalação do sistema PAPI (Indicador de Percurso de Aproximação de Precisão) também representou um avanço na segurança e capacidade operacional.
Planejamento Aeroviário e Conectividade Regional
Em paralelo às obras físicas, a atualização do Plano Aeroviário Estadual (PAE) desempenha um papel fundamental. Uma visita técnica recente ao aeródromo serviu para coletar dados e atualizar informações sobre a infraestrutura local, subsidiando o planejamento de curto, médio e longo prazos para o sistema de aviação regional.
O PAE é uma ferramenta estratégica para consolidar a política de interiorização e fortalecimento da aviação paranaense. O objetivo é manter e expandir uma malha de aeroportos públicos estruturada, que não apenas impulsiona o transporte de passageiros e negócios, mas também cumpre um papel social vital.
A infraestrutura aeroportuária robusta em regiões como o Sudoeste é essencial para missões de segurança pública, o transporte aeromédico de urgência e, de forma crítica, para o transporte rápido de órgãos para transplantes. Essas operações, que salvam vidas, dependem da redução drástica de distâncias, algo que a aviação regional possibilita de forma única.






