Rio Bonito do Iguaçu ganha repasse Fecap direto para empresas

🕓 Última atualização em: 13/04/2026 às 12:47

A gestão pública do Paraná avança em novas frentes para mitigar os impactos socioeconômicos de eventos climáticos extremos. Um projeto de lei protocolado na Assembleia Legislativa propõe a liberação de até R$ 10 milhões para socorrer empreendimentos comerciais, industriais e de serviços prejudicados por um tornado que devastou Rio Bonito do Iguaçu em novembro de 2025. A iniciativa visa reativar a economia local e preservar postos de trabalho.

A medida surge após um extenso diálogo com representantes do setor produtivo do município, que foi amplamente afetado pela força da natureza. A proposta de subvenção econômica, um mecanismo de apoio direto, visa complementar outras ações governamentais já em andamento, como os programas de recuperação e superação, focados na população em geral.

Os recursos provirão do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap). A intenção é injetar capital para que empresas possam retomar suas atividades, evitando a paralisação prolongada da cadeia produtiva e a consequente perda de empregos. O levantamento preliminar da prefeitura indica que mais de 300 estabelecimentos foram atingidos.

A alocação dos fundos será cuidadosamente calibrada. O valor destinado a cada empresa dependerá do seu porte, da extensão dos danos comprovados por vistorias técnicas da Defesa Civil estadual e municipal, e da necessidade identificada. A regulamentação futura definirá os limites máximos e os procedimentos para a concessão.

O Coronel Fernando Shuning, coordenador da Defesa Civil do Paraná, destacou a inovação da proposta. “É uma legislação sem precedentes em outros estados, permitindo o repasse direto de recursos do fundo para empresas. Construímos este modelo com grande empenho e diálogo, superando desafios jurídicos para garantir a retomada econômica da cidade”, explicou.

Ações Integradas para a Recuperação

A política de resposta a desastres no Paraná tem adotado uma abordagem multifacetada. Paralelamente ao apoio financeiro às empresas, o governo estadual também tem focado na reconstrução de infraestruturas essenciais. Um exemplo concreto é a autorização recente de um convênio para a edificação de uma nova escola municipal no bairro Vista Alegre, uma das áreas mais atingidas pelo tornado.

O investimento na nova unidade escolar ultrapassa R$ 5,25 milhões, com a maior parte oriunda do Tesouro Estadual. Essa iniciativa demonstra um compromisso contínuo em restabelecer os serviços públicos essenciais e garantir um ambiente educacional seguro para as crianças e adolescentes da comunidade afetada. Desde o evento, o estado já mobilizou mais de R$ 63 milhões em respostas emergenciais e de longo prazo.

Os recursos disponibilizados abrangem desde auxílio financeiro direto a famílias, passando pela aquisição de materiais de construção e a reconstrução de moradias, até a restauração de serviços públicos vitais. Um total de mais de 700 cartões do programa Reconstrução foram distribuídos, oferecendo até R$ 50 mil para reformas. Adicionalmente, mais de 1.600 famílias receberam suporte do programa Superação.

Na esfera econômica, o fomento ao empreendedorismo local tem sido uma prioridade. A Fomento Paraná, agência de desenvolvimento, já viabilizou R$ 18,3 milhões em linhas de crédito específicas para empresas da região, facilitando o acesso a capital para reconstrução e reinvestimento.

Perspectivas Futuras e a Resiliência Comunitária

Com a aprovação do projeto de lei, o governo estadual terá a incumbência de regulamentar os detalhes da aplicação dos recursos. Serão definidos prazos, critérios de priorização e os requisitos que as empresas beneficiadas deverão cumprir. O objetivo é assegurar a transparência e a eficácia na distribuição dos fundos, garantindo que o apoio chegue a quem realmente necessita e contribua significativamente para a recuperação.

A superação de um evento tão destrutivo como um tornado exige não apenas recursos financeiros, mas também um forte senso de comunidade e políticas públicas que incentivem a resiliência. A atuação integrada entre governo, setor produtivo e sociedade civil é fundamental para reconstruir não apenas edificações, mas também a confiança e a capacidade econômica de Rio Bonito do Iguaçu, promovendo um futuro mais seguro e próspero para seus cidadãos.

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