O agronegócio paranaense se consolida como um motor da economia nacional, com a tecnologia e a inovação desempenhando papéis cada vez mais cruciais em sua expansão. A recente edição da Expoingá, tradicional feira de Maringá, no Noroeste do Estado, reforçou essa tendência, apresentando um panorama do setor que vai além da produção primária, abraçando a industrialização e a agregação de valor.
A feira, que anualmente reúne um vasto leque de produtores, empresários, e especialistas, serviu como palco para debates sobre o futuro da agricultura e da pecuária. A integração entre campo e cidade foi um dos pontos altos, demonstrando como eventos dessa magnitude promovem o intercâmbio de conhecimentos e a geração de oportunidades de negócio.
A capacidade produtiva do Paraná, já reconhecida nacionalmente, foi evidenciada durante o evento. O estado tem se destacado como um grande fornecedor de alimentos, posicionando-se como um “supermercado do mundo”. Essa projeção é resultado de um esforço contínuo em modernizar as práticas agrícolas e pecuárias.
O discurso predominante entre os participantes ressaltou a transição de métodos tradicionais para um modelo de gestão cada vez mais digital. A ideia de que a agricultura migrou da “enxada para o smartphone” foi amplamente difundida, ilustrando como aplicativos e sistemas de conectividade otimizam o gerenciamento de lavouras e criações.
A Infraestrutura como Pilar do Desenvolvimento Rural
Um dos aspectos fundamentais discutidos foi a importância da infraestrutura para garantir a eficiência e a competitividade do setor agropecuário. Investimentos em logística e conectividade são vistos como estratégicos para o desenvolvimento sustentável do campo.
Programas como o de pavimentação rural ganham destaque por seu impacto direto no escoamento da produção. Estradas de qualidade não apenas facilitam o transporte de mercadorias até os centros consumidores e portos, mas também promovem uma melhoria significativa na qualidade de vida dos moradores rurais.
A expansão da cobertura de telefonia móvel nas áreas rurais foi apontada como uma medida essencial para democratizar o acesso às novas tecnologias e garantir que todos os produtores, independentemente do tamanho de suas propriedades, possam se beneficiar do avanço digital.
A infraestrutura física dos parques de exposição também recebeu atenção. Anúncios de repasses financeiros para a ampliação e modernização de espaços como o da Expoingá sinalizam o compromisso com a melhoria contínua desses ambientes, fundamentais para a realização de eventos de grande porte e para a atração de investimentos.
O apoio técnico oferecido pelo Estado, por meio de instituições como o Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná), foi um tema recorrente. Centenas de técnicos e agrônomos atuam diretamente no campo, prestando assistência a pequenos agricultores em diversas cadeias produtivas, desde a produção de leite e mel até a criação de bicho-da-seda e o cultivo de frutas.
Essa assistência técnica é vital para fortalecer a agricultura familiar e para o desenvolvimento da produção orgânica, área em que o Paraná tem se consolidado como líder no Brasil. A oferta de suporte especializado permite que os produtores adotem práticas mais eficientes e sustentáveis, aumentando sua produtividade e rentabilidade.
O Papel do Estado na Consolidação do Agronegócio
O Estado do Paraná demonstra um compromisso explícito em potencializar as vocações de sua economia, com o agronegócio ocupando um lugar de destaque. A visão estratégica vai além da produção de commodities, focando na industrialização e na agregação de valor, o que impulsiona o crescimento econômico e fortalece a imagem do estado no cenário internacional.
Diversos órgãos estaduais estiveram presentes na Expoingá, demonstrando a articulação entre as diferentes secretarias e agências para apoiar o setor. Desde a defesa agropecuária e a fiscalização sanitária até iniciativas de comercialização e fomento ao crédito, a participação coletiva reforça a importância da gestão pública integrada.
A atuação de instituições como a Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) e a Ceasa Paraná evidencia a preocupação com a segurança alimentar e com a eficiência das cadeias de abastecimento. A presença de bancos de fomento e agências de desenvolvimento, como o BRDE e a Fomento Paraná, facilita o acesso a linhas de crédito e investimentos, essenciais para a expansão dos negócios no setor.
A integração entre os diferentes elos da cadeia produtiva é incentivada através de feiras e eventos como a Expoingá. A articulação com setores como o turismo e a prestação de serviços públicos, através de unidades itinerantes como o Poupatempo, demonstra uma abordagem multifacetada para o desenvolvimento regional, conectando o agronegócio a outras áreas de interesse público e econômico.






