O fomento à inovação e à produção científica no Paraná ganha um novo impulso com a reestruturação do Prêmio Paranaense de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. A edição de 2026, que estendeu seu prazo de inscrição até 27 de julho, visa não apenas ampliar a participação, mas também democratizar o acesso ao reconhecimento, incentivando pesquisadores, professores, estudantes, inventores e comunicadores de todas as regiões do estado.
Esta iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), representa um marco no apoio à ciência brasileira. A premiação, financiada pelo Fundo Paraná, teve um aumento substancial em seu orçamento, passando de R$ 228,35 mil para R$ 600 mil. Essa expansão reflete o compromisso em valorizar e estimular o ecossistema de pesquisa e desenvolvimento.
Uma das novidades mais significativas é a ampliação do número de contemplados. De apenas 10 vencedores em edições anteriores, a edição atual pode premiar até 150 participantes, consolidando-se como o maior reconhecimento da área no país. Essa abrangência visa dar visibilidade a um leque maior de contribuições relevantes.
Descentralização e Novos Formatos Premiam Diversidade do Conhecimento
A estrutura da premiação foi completamente redesenhada para garantir uma distribuição mais equitativa das oportunidades. A divisão em duas etapas, regional e estadual, busca aproximar o prêmio dos polos de produção de conhecimento em todo o Paraná. Os 399 municípios foram agrupados em sete territórios geográficos, promovendo a concorrência local e valorizando a especificidade de cada região.
Na etapa regional, cada território premiará um vencedor por categoria, somando 126 premiações. Esta fase inicial é crucial para identificar talentos emergentes e produções relevantes em âmbito local. Em seguida, os vencedores regionais avançam para a disputa estadual, onde concorrerão em 24 categorias distribuídas pelas três grandes áreas do conhecimento contempladas: Ciências Agrárias; Ciências Sociais Aplicadas; e Ciências Humanas, Linguística, Letras e Artes.
As modalidades de Jornalismo Científico e Inventor Independente possuem um caminho próprio, sendo exclusivas da etapa estadual, sem a necessidade de classificação prévia na fase regional. Isso assegura que essas importantes áreas de divulgação e aplicação prática do conhecimento também sejam amplamente representadas.
A edição de 2026 também introduziu novas categorias de premiação, como Jovem Pesquisador, Práticas Pedagógicas Inovadoras e Trajetórias Acadêmicas de Excelência. Além disso, foram instituídas duas menções honrosas, “Amigo da Ciência” e “Divulgador Científico”, reconhecendo aqueles que apoiam e disseminam o conhecimento científico de forma exemplar.
Reconhecimento Financeiro e Cronograma Detalhado Estimulam Participação
Os valores dos prêmios foram significativamente reajustados, variando conforme a categoria e a etapa. Na fase regional, os valores líquidos vão de R$ 1.000 para Estudante Universitário a R$ 3.000 para categorias acadêmicas mais consolidadas. Já na etapa estadual, os contemplados receberão valores mais expressivos, com R$ 5.000 para Estudante Universitário, R$ 10.000 para Jovem Pesquisador, Jornalismo Científico e Inventor Independente, e R$ 15.000 para as categorias de Pesquisador Sênior, Pesquisador Extensionista, Práticas Pedagógicas Inovadoras e Trajetórias Acadêmicas de Excelência.
O cronograma detalhado visa orientar os participantes e garantir a transparência do processo. Após o encerramento das inscrições em 27 de julho, a homologação será divulgada em 10 de agosto. Os resultados da etapa regional serão anunciados em 17 de agosto, seguidos pela avaliação da etapa estadual, que ocorrerá de 18 de agosto a 26 de outubro. A cerimônia oficial de premiação e a divulgação dos vencedores estaduais estão previstas para até 30 de novembro, consolidando o encerramento de uma edição histórica.






