Investimentos robustos em ciência e tecnologia no Paraná demonstram um compromisso de longo prazo com o desenvolvimento do estado. Em 2025, o Fundo Paraná, gerenciado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), aplicou R$ 609,7 milhões, um aumento de 4,8% em relação ao ano anterior. Essa dotação constitucional reflete uma estratégia clara de fortalecimento do ecossistema de inovação.
Os recursos do Fundo alcançaram os 399 municípios paranaenses, com o objetivo de impulsionar desde a formação de capital humano altamente qualificado até a instalação de infraestruturas científicas e tecnológicas de ponta. Essa abrangência territorial visa democratizar o acesso ao conhecimento e à inovação em todo o estado.
Um marco importante foi o financiamento de 7.065 bolsas de estudo e pesquisa, um investimento direto na formação de novos cientistas e na consolidação da capacidade científica do Paraná. Essas ações estão intrinsecamente ligadas à Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Pecti-PR 2024-2030), buscando uma sinergia entre instituições de ensino, o setor produtivo e o governo.
Mais de 700 projetos apoiados pela Seti com recursos do Fundo Paraná abordam múltiplos desafios definidos pela Pecti-PR. Isso inclui a popularização da ciência, o estímulo à colaboração entre universidades, governo e empresas, e o fomento de tecnologias de informação e comunicação (TICs) para o setor público.
As iniciativas também se concentram em eixos estruturantes, como a expansão da formação de capital humano, o avanço da ciência e da inovação em todo o estado, e o fortalecimento da pesquisa científica e tecnológica.
Avanços na Gestão e Infraestrutura
O balanço recente, apresentado no Conselho Paranaense de Ciência e Tecnologia (CCT Paraná), destacou a execução recorde do Fundo. Comparando com os recursos disponíveis em 2019, que eram inferiores a R$ 80 milhões, a cifra de 2025 representa uma salto qualitativo significativo, posicionando o Paraná em um novo patamar de investimento na área.
A transparência e a governança dos recursos foram reforçadas com a regulamentação da Resolução n.º 39/2026. Este novo normativo estabelece diretrizes claras para a gestão técnica, os critérios de distribuição de recursos, além de mecanismos de acompanhamento, avaliação e prestação de contas. A resolução institui o Sistema Integrado de Gestão de Projetos (Sigep) como plataforma oficial para gerenciar todo o ciclo de vida das propostas financiadas.
O Sigep visa integrar todas as etapas do processo, desde a submissão e aprovação de projetos até a sua execução e encerramento. Essa padronização e controle rigoroso asseguram a aplicação responsável e rastreável dos recursos públicos, conforme explicado pelo coordenador da Unidade Executiva do Fundo Paraná (UEF), Michel Jorge Samaha.
A estrutura da UEF também foi otimizada, com a criação de uma assessoria técnica, duas coordenações (Administrativa e de Projetos) e três núcleos especializados. O objetivo é aprimorar a eficiência, a transparência e a padronização dos procedimentos.
Projetos estratégicos receberam atenção especial. A revitalização do Parque da Ciência Newton Freire Maia, com R$ 47,3 milhões, contempla a instalação do planetário mais moderno da América Latina. Esta nova estrutura imersiva, com capacidade para 18 metros de cúpula e um auditório para 300 pessoas, projetará mais de 9 mil corpos celestes e fenômenos astronômicos.
Outras iniciativas de destaque incluem o projeto Unidata, que recebeu R$ 12 milhões para unificar a gestão de dados acadêmicos das universidades estaduais. O Complexo Pequeno Príncipe foi contemplado com R$ 992,8 mil para a aquisição de equipamentos para um centro de processamento celular, focado em terapias avançadas para doenças neurológicas.
O Futuro da Inovação Paranaense
A visão de longo prazo e o esforço consistente na expansão da capacidade de pesquisa e no fortalecimento do ecossistema de inovação são pilares fundamentais para o desenvolvimento do Paraná. A capacidade de resposta do estado às mudanças globais, impulsionada por investimentos em ciência e tecnologia, consolida uma trajetória de crescimento baseada no conhecimento.
A participação ativa de instituições como a Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (Seia), a Fundação Araucária, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR) e o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) no Conselho Paranaense de Ciência e Tecnologia é crucial para a tomada de decisões estratégicas.
Essas entidades, juntamente com as universidades, o governo e o setor produtivo, formam um sistema integrado que visa alavancar o potencial científico e tecnológico do estado, garantindo que os investimentos se traduzam em benefícios concretos para a sociedade paranaense. A continuidade dessas ações é essencial para manter o Paraná na vanguarda da inovação.






