Paraná inova em segurança pública testes de tecnologia

🕓 Última atualização em: 28/05/2026 às 12:34

Em um movimento pioneiro no cenário nacional, o governo estadual estabeleceu um framework inovador para o desenvolvimento e a validação de soluções tecnológicas voltadas à segurança pública. Esta iniciativa, denominada Sandbox/Sesp, configura um ambiente experimental desenhado para permitir a aplicação e o teste de novas ferramentas em cenários operacionais reais, antes de sua eventual adoção em larga escala.

A coordenação desta iniciativa recai sobre a Secretaria da Segurança Pública (Sesp), que será responsável por publicar editais específicos, delineando as demandas e os desafios enfrentados pelo setor. O objetivo é fomentar a criação e o aprimoramento de tecnologias que possam otimizar serviços essenciais.

A formalização da medida se deu através do Decreto nº 13.723, um marco regulatório que visa atrair propostas capazes de contribuir para a modernização em diversas frentes. Isso inclui a prevenção de ilícitos, a eficiência em investigações criminais, o avanço na perícia oficial, a melhoria da gestão prisional e o reforço nas áreas de defesa civil e proteção da vida cidadã.

Um Ambiente Controlado para a Inovação

Na prática, o conceito de sandbox regulatório permite que as empresas interessadas operem dentro de um espaço de testagem controlado. O Estado concede autorizações temporárias, adaptando condições normativas para que as soluções possam ser aplicadas e validadas sob o acompanhamento técnico rigoroso da Sesp.

Este acompanhamento visa garantir que o interesse público e os parâmetros legais institucionais sejam plenamente resguardados durante todo o processo experimental. O secretário da Segurança Pública, Saulo Sanson, destaca que o foco primordial é direcionar a inovação para as necessidades práticas da pasta, como em ações de segurança de fronteira, visando otimizar a aplicação de recursos humanos e gerar resultados mais abrangentes.

As diretrizes detalhadas para a seleção dos projetos serão apresentadas nos editais abertos pela Sesp, priorizando as áreas de maior demanda administrativa. A participação das empresas no programa é voluntária, experimental e gratuita, sem gerar qualquer expectativa de contratação futura com a administração pública, mantendo os preceitos da livre concorrência.

O major Diego Nogueira, coordenador da iniciativa na Sesp, ressalta que o sandbox funciona como uma etapa crucial de validação técnica. Ele antecipa que esta iniciativa poderá testar pilotos para futura aplicação em escala pelas forças de segurança, incentivando a produção de tecnologia paranaense e o surgimento de empresas inovadoras no setor.

A condução e o julgamento das propostas cabem à Comissão Sandbox/Sesp, um órgão deliberativo vinculado ao gabinete do secretário. Este colegiado é composto por representantes das Forças de Segurança, da Secretaria de Estado da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEMT) e da Fundação de Apoio à Atividade de Segurança Pública do Paraná (Fundaseg).

Para assegurar o controle social e a máxima transparência do processo, a Sesp implementará um painel eletrônico público. Este portal disponibilizará informações consolidadas sobre o andamento e os resultados de cada projeto, sempre em conformidade com as restrições legais de sigilo aplicáveis.

O Potencial Transformador para a Segurança Pública

A instituição do Sandbox/Sesp representa um salto qualitativo na forma como o Estado aborda a inovação em segurança pública. Ao criar um ambiente seguro e regulamentado para a experimentação de novas tecnologias, o governo abre portas para soluções que podem, de fato, responder aos desafios complexos e em constante evolução enfrentados pelas forças de segurança.

Esta abordagem não apenas estimula o desenvolvimento tecnológico local e a competitividade de empresas paranaenses, mas também visa garantir que as futuras ferramentas implementadas sejam eficazes, eficientes e alinhadas às reais necessidades operacionais e aos interesses da sociedade. O foco na validação prévia, em condições simuladas ou reais controladas, minimiza riscos e otimiza o investimento público em tecnologia, pavimentando o caminho para uma segurança pública mais moderna e resiliente.

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