O fortalecimento da rede de assistência materno-infantil no Paraná tem sido um pilar central das políticas públicas de saúde estaduais. Iniciativas recentes focam na expansão e qualificação de unidades hospitalares e de maternidades, visando garantir um atendimento mais humanizado e acessível para gestantes, puérperas e recém-nascidos.
Esses investimentos buscam consolidar uma linha de cuidado integral, desde o planejamento familiar até os primeiros anos de vida da criança. A meta é assegurar que as futuras mães recebam o suporte necessário em todas as fases, promovendo maior segurança e bem-estar.
Um dos avanços significativos é a entrega de novas unidades e a revitalização de estruturas já existentes. Em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, a inauguração de uma nova maternidade em 2025 trouxe um impacto positivo para a região, oferecendo instalações modernas e atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Similarmente, o município de Rio Branco do Sul, também na RMC, viu a reabertura de sua maternidade em 2025, após mais de uma década desativada. A unidade, após reformas e ampliações, agora conta com pronto atendimento, centro obstétrico e 37 leitos, beneficiando também a população do Vale do Ribeira.
A costa paranaense também se beneficiou com a inauguração da Maternidade Maria de Lourdes Elias Nunes, em Paranaguá, que se tornou referência para sete municípios litorâneos. Com um investimento considerável, a unidade implementou leitos pré-parto, parto e pós-parto (PPP), fortalecendo o atendimento humanizado.
Expansão e Modernização da Infraestrutura
A estratégia do governo estadual também contempla a criação de maternidades padrão, um projeto oferecido às prefeituras para fortalecer a assistência obstétrica e neonatal em diversas regiões. Municípios como Bela Vista do Paraíso, Reserva e Toledo estão entre os contemplados com esse modelo, ampliando o acesso a serviços especializados.
A Casa de Saúde e Maternidade Santa Catarina, em Loanda, teve sua capacidade de atendimento dobrada após uma ampliação. Em São Mateus do Sul, o Hospital e Maternidade Doutor Paulo Fortes recebeu uma nova estrutura após vultosos investimentos, demonstrando o compromisso com a modernização da infraestrutura de saúde.
Essas ações não apenas aumentam a capacidade de atendimento, mas também incorporam tecnologia e dignidade ao processo de gestação e nascimento. A descentralização do cuidado, aproximando os serviços das comunidades, é um dos princípios fundamentais dessas políticas.
A expansão da rede materno-infantil é vista como crucial para a regionalização do atendimento. O objetivo é que as gestantes tenham acesso a cuidados de qualidade mais perto de suas residências, seja em prontos atendimentos municipais, unidades mistas ou ambulatórios médicos de especialidades.
Além da infraestrutura física, a linha de cuidado materno-infantil tem recebido reforços em outros aspectos essenciais. A ampliação da vacinação BCG diretamente nas maternidades e a garantia de ultrassom morfológico para 100% das gestantes atendidas pelo SUS são exemplos dessa abordagem multifacetada.
A Linha de Cuidado Materno Infantil é concebida como um sistema integrado, conectando a Atenção Primária à Saúde (APS), a Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) e a Atenção Hospitalar (AH). Essa organização visa aprimorar a assistência em todas as etapas do ciclo gestacional e puerperal, assegurando a integralidade e a qualidade do cuidado.
Visão Integrada e Futuro da Assistência
A visão por trás dessas políticas é a de oferecer um cuidado contínuo e qualificado, desde o planejamento reprodutivo até o acompanhamento da criança nos seus primeiros anos. Essa abordagem holística é fundamental para reduzir indicadores como mortalidade materna e infantil, além de promover a saúde de longo prazo para as famílias.
A coordenação da atenção e vigilância em saúde estadual tem atuado para instituir diretrizes que norteiam a organização desses serviços. O foco está em garantir não apenas o acesso, mas a excelência no atendimento, promovendo resultados positivos para a saúde pública no estado.
O futuro da assistência materno-infantil no Paraná passa pela consolidação dessas redes integradas e pela contínua avaliação e aprimoramento das políticas. A colaboração entre os diferentes níveis de atenção e a participação ativa das gestantes e famílias são elementos cruciais para o sucesso dessas iniciativas.






