O Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) deu um passo significativo em direção à democratização e à ampliação do acesso ao seu vasto acervo sonoro. A instituição lançou a primeira etapa de um projeto inovador que visa transformar o patrimônio cultural paranaense em uma ferramenta viva de aprendizado e produção.
Milhares de itens, incluindo discos de vinil, fitas magnéticas e CDs, que compõem a coleção do MIS-PR, passarão por um processo de digitalização e recontextualização. O objetivo é ir além da mera preservação, buscando ativamente a difusão desse material para novas gerações e para o desenvolvimento de pesquisas acadêmicas e formações técnicas.
Essa iniciativa promete revitalizar a memória sonora do estado, disponibilizando um acervo que, até então, possuía um alcance restrito. A ideia é que esse legado se torne matéria-prima para a criação de novos conteúdos e programas, impulsionando a inovação no campo da comunicação e da cultura.
A escolha do local para a nova estrutura é estratégica. O espaço, anteriormente ocupado pela Rádio Educativa no complexo do Canal da Música, representa a união da tradição da radiodifusão paranaense com as exigências da era digital. A expectativa é que o estúdio se consolide como um verdadeiro centro cultural.
A primeira fase do projeto, iniciada em junho, envolve a reforma e a atualização tecnológica do espaço. A equipe do MIS-PR está empenhada na transferência e organização do acervo físico, preparando-o para a transposição para o ambiente digital. Este é um movimento que ressalta a importância da preservação aliada à modernização.
Um novo capítulo para a memória sonora paranaense
A secretária estadual da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, enfatizou o impacto histórico do projeto. A integração do Studio MIS ao Canal da Música concretiza uma visão de décadas, promovendo não apenas a modernização do acesso, mas também a preservação tecnológica do acervo.
O propósito é claro: garantir que o patrimônio histórico e cultural do Paraná seja propagado de forma eficiente. Ao transformá-lo em uma ferramenta de inovação, o projeto visa formar novos profissionais e democratizar o acesso à memória do estado, permitindo que histórias e sons do passado inspirem o futuro.
A diretora do MIS-PR, Mirele Camargo, destacou a função do novo estúdio como uma ponte entre o passado e o futuro. A intenção é tirar a história dos arquivos físicos e levá-la ao público de maneira viva e acessível, utilizando a tecnologia como aliada para a preservação e difusão.
Mais do que um mero repositório, o espaço será um local de treinamento e preparação para os futuros comunicadores paranaenses. A iniciativa busca engajar estudantes e profissionais em pesquisas e na produção de conteúdo baseado no acervo, promovendo um ciclo virtuoso de aprendizado e criação.
O futuro da produção sonora em pauta
A fase seguinte do projeto prevê a ocupação efetiva do espaço. Profissionais do museu e alunos do Colégio Estadual do Paraná estarão envolvidos no desenvolvimento de pesquisas e programas em áudio. A expectativa é que, ainda no segundo semestre de 2026, os primeiros resultados comecem a surgir.
Esses frutos se materializarão em formatos inovadores, como podcasts, rádios digitais e outros projetos concebidos a partir do acervo do MIS-PR. O lançamento oficial dessas novas produções está previsto para o final de 2026, marcando a consolidação do Studio MIS como um polo de produção e disseminação cultural.
A iniciativa representa um avanço significativo para a política pública de cultura no Paraná, demonstrando um compromisso com a preservação do patrimônio histórico e com a formação de novas gerações. Ao investir em tecnologia e acessibilidade, o MIS-PR consolida seu papel como guardião e promotor da identidade paranaense.






